Estudo científico
A pesquisa da Universidade de Yamagata foi publicada na revista científica Journal of Epidemiology em 2019.
O estudo envolveu 17.152 pessoas cuja média de idade era de 40 anos.
Eles preencheram um questionário registrando a frequência com que riam e sua saúde. A frequência cardíaca deles foi monitorada por anos.
“A frequência diária de risos representa um fator de risco independente para mortalidade por todas as causas e doenças cardiovasculares na população geral japonesa”, diz o artigo científico.
“Nossas descobertas sugerem que aumentar a frequência do riso pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e aumentar a longevidade”, acrescenta.
Sugestão, não obrigação
“A portaria não força as pessoas a rir. Ela também enfatiza o respeito pela decisão pessoal de um indivíduo”, afirmou Kaori Ito, membro do Conselho Municipal de Yamagata e responsável pela criação da nova lei, em resposta a outros políticos que criticaram a decisão.
Toru Seki, do rival Partido Comunista Japonês, reagiu à medida: “Rir ou não rir é um dos direitos humanos fundamentais garantidos pela constituição em relação à liberdade de pensamento e credo, bem como à liberdade interior”, disse.
Para Satoru Ishiguro, da coalizão Politics Club, a lei agride os direitos individuais. “Os direitos humanos daqueles que têm dificuldades para rir devido a doenças ou outros motivos não devem ser prejudicados.”
O especialista constitucional Shigeru Minamino, da Universidade de Kyushu, pediu aos políticos que parem de ser “ridículos”, diz o Daily Mail.
Brigas à parte, o que importa na vida é ser feliz e rir quando quiser.

É lei no Japão. O Dia do Riso diz para as pessoas rirem 1 vez por semana para melhorar a saúde cardíaca. – Foto: Freepik
Deu em Sónotíciaboa


