Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Fantástico 03/06/2026 08:38

Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km

Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km

O gigantismo dos navios de cruzeiro está para ser deixado para trás. O responsável atende pelo nome de Freedom Ship, apresentada como a primeira megacidade flutuante do mundo a um custo de R$ 81 bilhões.

Com 1,6 km de comprimento, 244 metros de largura e 30 decks de altura, o Freedom Ship abrigará um hospital de pesquisa, além de escolas, shopping center e restaurantes suficientes para atender uma população de 80 mil pessoas (50 mil residentes permanentes, 10 mil passageiros de cruzeiros e visitantes diurnos e 20 mil tripulantes).
Para se ter uma ideia do caráter superlativo do Freedom Ship, o maior cruzeiro do mundo, o Icon of the Seas, da Royal Caribbean, mede “apenas” 365 metros de comprimento.

A megacidade navegável de 2,3 milhões de toneladas brutas deverá ser movida a energia nuclear.

Moradias no Freedom Ship — Foto: Divulgação
Moradias no Freedom Ship — Foto: Divulgação
Shopping center em Freedom Ship, que será a primeira megacidade flutuante do mundo — Foto: Divulgação
Shopping center em Freedom Ship, que será a primeira megacidade flutuante do mundo — Foto: Divulgação

Entre as extensas instalações, estarão hotéis de luxo, um estádio esportivo com capacidade para 15.000 pessoas, um centro de convenções, um parque aquático, dois museus e uma sala de concertos.

Adeptos do mergulo poderão nadar em um enorme aquário, enquanto os frequentadores de festas dançarão a noite toda em uma boate espaçosa. Um mercado gastronômico de dois andares atenderá aos moradores que desejam uma alternativa à vasta gama de opções de restaurantes.

Praça de alimentação e mercado no Freedom Ship — Foto: Divulgação
Praça de alimentação e mercado no Freedom Ship — Foto: Divulgação
Freedom Ship terá parque aquático — Foto: Divulgação
Freedom Ship terá parque aquático — Foto: Divulgação

As crianças receberão educação desde o ensino fundamental até o ensino superior, enquanto quatro decks serão destinados a serviços comerciais, agências financeiras, bancos e lojas. No topo, haverá oito heliportos. O deslocamento pelo Freedom Ship será feito por meio de bondes elétricos.

O gigante também se deslocará, com um plano para circunavegar o globo a cada dois anos a uma velocidade de sete nós. Grande demais para atracar em qualquer porto, o navio permanecerá em águas internacionais, transportando passageiros de e para terra por meio de uma frota de balsas – até mesmo outros navios de cruzeiro poderão atracar ao lado.

A megacidade flutuante também não sobrecarregaria os pequenos portos, pois atrairia visitantes para desfrutar de suas instalações em alto- mar.

“Queremos que as pessoas venham e aproveitem a cidade flutuante enquanto ela estiver na região, pois pode ser que ela não retorne por mais dois anos e meio”, comentou Gooch.

Heliportos no Freedom Ship — Foto: Divulgação
Heliportos no Freedom Ship — Foto: Divulgação
Como será uma escola em Freedom Ship — Foto: Divulgação
Como será uma escola em Freedom Ship — Foto: Divulgação

Como surgiu o projeto?

A ideia foi proposta pela primeira vez na década de 1990 pelo engenheiro americano Norman Nixon, que faleceu em 2012. Os projetos foram resgatados publicamente no ano seguinte, apenas para serem arquivados novamente.

Até que a iniciativa ressurgiu nas mãos de Roger Gooch, diretor executivo da Freedom Cruise Line International, baseado na Flórida (EUA). Ele contratou um gerente de projeto, um designer e um arquiteto naval para integrar uma equipe de liderança de 12 pessoas e insiste que a demanda é grande, de acordo com reportagem no “Telegraph”.

“Estamos muito confiantes de que podemos concretizar isso, mas a capitalização é fundamental”, declarou ele.

Assim que o financiamento estiver garantido, o próximo passo seria iniciar a construção do navio na Indonésia, começando pelo casco, que teria que ser construído em partes e depois montado em alto-mar.

O idealizador do ambicioso projeto é Kevin Schopfer, especialista em arcologia – uma combinação de arquitetura e ecologia.

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Ricardo Rosado de Holanda
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