Petróleo 21/10/2025 09:35
Ibama fixa 28 condições à Petrobras para perfuração na Foz do Amazonas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) impôs 28 condições para que a Petrobras possa realizar a perfuração de poço exploratório em águas profundas na Foz do Rio Amazonas.
A relação consta na licença de operação emitida nesta segunda-feira (20/10) pelo próprio órgão, que também impõe o pagamento de R$ 39,6 milhões a título de compensação ambiental.
A liberação da perfuração exploratória na Foz do Rio Amazonas vem após mais de dez anos do início do processo, e em meio a um grande volume de críticas por parte de ambientalistas a respeito da deliberação.
O momento da emissão da licença também chama atenção, antecedendo a Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas (COP30) de Belém, que começa no próximo dia 10.
As obrigações determinadas pelo Ibama à Petrobras são chamadas tecnicamente de “condicionantes”. O descumprimento de qualquer uma delas resulta no cancelamento da licença de operação emitida nesta segunda.
Uma das condições previstas na licença é que a Petrobras realize, antes da “fase de reservatório de poço”, durante a perfuração, um simulado de vazamento de óleo “tendo como foco o monitoramento, resgate, atendimento e transporte de fauna”.
Esta avaliação pré-operacional, frisa o Ibama, deve servir para que melhorias sejam adotadas no plano de resposta a acidentes. Um relatório sobre o procedimento deverá ser encaminhado ao órgão ambiental no prazo de até 45 dias.
Os trabalhadores da Petrobras na operação de perfuração também devem, conforme a licença, passar por um projeto de educação ambiental e o monitoramento dos impactos de plataformas e embarcações sobre a avifauna deverão ser realizados. Outra preocupação do Ibama ao entregar a licença é quanto à gestão dos resíduos decorrentes da perfuração.
“(A Petrobras deve) Implementar o Plano de Gerenciamento de Resíduos da AJvidade de Perfuração (PGRAP) em conformidade com as orientações e diretrizes vigentes e o plano conceitual aprovado pelo Ibama no âmbito do processo de licenciamento ambiental da atividade nº 02022.000336/2014-53”, diz trecho da licença.
Outra condicionante fixada pelo Ibama é o pagamento de R$ 39.664.556,66 pela Petrobras a título de compensação ambiental.
“Considerando que o grau de impacto do empreendimento foi calculado em 0,5% do valor de referência informado, resultando no valor da compensação a ser paga de R$ 39.664.556,66.”
Deu em Metrópoles

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