Política 23/11/2025 04:49
Embaixada dos EUA critica prisão de Bolsonaro e aponta “violação de direitos humanos” por Moraes

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 22, gerou forte reação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
Em publicação na rede X, o órgão diplomático condenou a medida e reafirmou que vê Moraes como “um violador de direitos humanos sancionado”, acusação que intensificou a crise política já em curso.
Na mensagem, a embaixada sustentou que o ministro expôs o STF “à vergonha e ao descrédito internacional” ao desconsiderar regras tradicionais de autocontenção judicial e, segundo eles, ao politizar o processo contra o ex-presidente.
“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados diante de seu mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política no Brasil”, afirmou o comunicado.
A representação diplomática classificou como “provocativa e desnecessária” a transferência de Bolsonaro para uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O órgão lembrou que o ex-presidente já se encontrava em prisão domiciliar desde 4 de agosto — medida imposta pelo próprio Moraes — e afirmou que a mudança de regime carecia de justificativa plausível.
Em outro trecho, a embaixada alertou para os riscos institucionais: “não há nada mais perigoso para a democracia do que um juiz que não reconhece limites para seu poder”.
A publicação praticamente replicou, em português, críticas já feitas horas antes pelo subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, dando peso diplomático à posição oficial do governo norte-americano.
A reação da Embaixada dos EUA se soma a uma série de manifestações externas contrárias à prisão de Bolsonaro. O presidente norte-americano Donald Trump chamou o caso de “uma pena”, ampliando o tom de desaprovação.
Bolsonaro foi detido por volta das 6h20 deste sábado por agentes da Polícia Federal. Após exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal do Distrito Federal, foi encaminhado para uma cela na superintendência da PF na capital e deve passar por audiência de custódia neste domingo, 23.
O pedido encaminhado pela PF ao ministro Moraes relatou, entre outros pontos, a violação da tornozeleira eletrônica, equipamento que Bolsonaro utiliza desde que foi submetido à prisão domiciliar em agosto.
Mais tarde, o ex-presidente reconheceu ter usado “ferro quente” para danificar o dispositivo, alegando à agente responsável que o fez por “curiosidade”. Aliados próximos classificaram o episódio como um “surto”.
A prisão preventiva não está diretamente relacionada à condenação superior a 27 anos imposta pela 1ª Turma do STF, processo em que a defesa do ex-presidente segue buscando reverter a decisão.
Descrição Jornalista
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