Prefeitura de Natal 31/07/2026 06:11
Prefeito de Natal diz que avalia acabar com shows do Natal em Natal

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (30) que estuda acabar com os shows do Natal em Natal e investir em um novo formato para a programação natalina da capital.
Segundo o prefeito, a proposta seria manter apenas o grande show do Réveillon e direcionar mais recursos para a decoração da cidade, o Auto de Natal e ações descentralizadas nos bairros.
“No Natal em Natal nós estamos pensando em acabar os shows, fazer só o grande show do Réveillon, mas trazer para dentro uma participação maior da população nos bairros, fazendo o Auto de Natal”, pontuou.
Paulinho Freire disse ainda que a Prefeitura também avalia ampliar os investimentos na decoração natalina da cidade. “Criar pontos nas quatro regiões para que as pessoas possam realmente sentir o espírito natalino”, afirmou.
O prefeito não informou quando o novo formato poderá ser adotado nem detalhou como ficaria a programação cultural caso a ideia seja implementada.
O chefe do Executivo declarou que mantém conversas com empresas para ampliar a participação da iniciativa privada e tornar o evento mais atrativo para moradores e turistas.
“Já estamos em contato com as empresas para que a gente possa tornar Natal também atrativo para o turista, não só para as pessoas daqui, mas que o turista venha participar de uma forma mais constante aqui do nosso Natal em Natal”, disse.
A edição de 2025 do Natal em Natal contou com sete dias de shows gratuitos realizados na área da engorda de Ponta Negra e, no Réveillon, também na Avenida da Alegria, na Redinha.
Entre as atrações estiveram Léo Santana, Claudia Leitte, Sorriso Maroto, Zé Vaqueiro, Dilsinho, Calcinha Preta, Limão com Mel, Ricardo Chaves, Durval Lelys, Zezo, Luan Estilizado e Henry Freitas, além de artistas locais.
No último dia 23 de julho, o Ministério Público (MPRN) ajuizou uma ação civil pública para que a Prefeitura de Natal e a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) adotem medidas para quitar uma dívida de R$ 41,7 milhões com o setor cultural.
Na ação, o órgão pede que a Justiça determine a divulgação da fila de credores, a apresentação de um cronograma para pagamento dos débitos e a suspensão de novas contratações por inexigibilidade de licitação com cachês individuais acima de R$ 500 mil até que o passivo seja reduzido.
Segundo o MP, do total da dívida, R$ 34,1 milhões correspondem a serviços já prestados e atestados pela administração pública, mas que ainda não foram pagos. Outros R$ 7,58 milhões são referentes a emendas parlamentares impositivas pendentes.

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