Sem categoria 01/06/2013 14:27
Dono do dinheiro na cueca tem ligação com a CPI dos Correios
Deu em O Globo
SÃO PAULO e RIO – A investigação de dois homens no Aeroporto Juscelino Kubtscheck, em Brasília, no último dia 16, com R$ 465 mil escondidos em meias e cuecas, pode levar a um novo escândalo.
Segundo a revista VEJA, o dono do dinheiro, que se apresentou como Eduardo Lemos, empresário, disse que os recursos seriam usados para pagar um apartamento no Rio e nada tinham a ver com cofres públicos, é Carlos Eduardo Carneiro Lemos, um operador de mercado que teve seu nome envolvido na CPI dos Correios, que investigou o mensalão.
A revista lembra que Lemos foi gerente de investimentos da Prece, o fundo de pensão dos funcionários da empresa de saneamento do Rio, e afirma que foi indicado ao cargo pelo PT, por meio de Marcelo Sereno, ex-assessor de José Dirceu.
No cargo, ele teria comandado operações que resultaram em prejuízo de mais de R$ 100 milhões ao fundo.
De acordo com as investigações da CPI dos Correios e da CVM, corretoras compravam papéis de baixo valor no mercado e o Cepre os comprava a preços muito acima do que de fato valiam.
Em junho do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) julgou processos relativos ao esquema, que seria operado com a finalidade de direcionar bons negócios realizados no mercado a clientes específicos e maus negócios a determinados fundos, como a Prece Previdência Complementar. Segundo a VEJA, Lemos foi condenado a pagar uma multa de R$ 3,3 milhões.
Numa única decisão da CVM, Lemos foi condenado a pagar multa de R$ 624.147,00 por ter, na qualidade de investidor, ter feito operações irregulares na Bovespa e da BM&F, intermediadas pela Corretora Novinvest, configurando-se práticas não equitativas e operações fraudulentas.
De acordo com a CVM, em operações realizadas entre 7 de outubro de 2002 e 9 de janeiro de 2003, Lemos autorizou a compra de papéis com valor acima do mercado também da corretora Bônus-Banval, apontada como uma das empresas que operavam dinheiro do mensalação, comprando e vendendo no mesmo dia um único papel.
O esquema era sempre o mesmo: a corretora comprava papel e preço baixo e fundos de pensão recompravam pagando valor alto.
O ganho com a operação ficava com a corretor. A Bonus Banval era ligada ao então deputado José Janene (PR), líder do PP, um dos réus do mensalão, que morreu em setembro de 2010.
A VEJA afirma que Lemos também teria “tramado” operações prejudiciais para os fundos de pensão Refer, dos funcionários da Rede Ferroviária Federal, e da Nucleos, da Eletronuclear.
A revista diz ainda que Lemos continua operando no mercado por meio de uma empresa de consultoria financeira chamada Fides Advisor, com sede em Manaus, em sociedade com um amigo. A empresa funcionaria numa sala de escritórios virtuais na capital do Amazonas e Lemos, acrescenta a revista, comanda negócios em Brasília.

Descrição Jornalista
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