Empresas 26/02/2024 12:06
Briga familiar e judicial abala império do grupo pernambucano João Santos
Mas a família Santos estaria em melhor situação se seus problemas fossem apenas de relacionamento.

Por causa de uma publicação no Instagram, o Brasil ficou sabendo que um conflito familiar, do tipo em que vale tudo, está abalando ainda mais o já combalido Grupo João Santos, conglomerado pernambucano que já foi o segundo maior produtor de cimento do país.
Sem economizar nas ofensas pessoais, o arquiteto Zezinho Santos, um dos muitos herdeiros do grupo, acusou o tio Fernando Santos — que por muitos anos foi o comandante do grupo — de diversas práticas escusas, conforme o relato do jornal Folha de S.Paulo.
Zezinho já havia, pela mesma rede social, chamado o tio de “criminoso abjeto” e a mulher e a enteada dele de “corja de gente vulgar e mal-intencionada”.
A publicação mais recente, de 20 de janeiro, recebeu curtidas até de amigos famosos do arquiteto, como o ator e autor Miguel Falabella.
Mas a família Santos estaria em melhor situação se seus problemas fossem apenas de relacionamento.
Não são.
O conglomerado, que atuou em setores como cimento (seu carro-chefe), sucroalcooleiro/agropecuário, celulose, telecomunicações e táxi aéreo, foi alvo de uma investigação da Polícia Federal em 2021. Nela, o grupo foi acusado, entre outras coisas, de usar empresas-laranjas para encobrir sonegação fiscal e trabalhista.
Recuperação judicial
Em dezembro de 2022, o Grupo João Santos pediu recuperação judicial.
Alguns meses antes, havia assinado o maior acordo tributário da história nacional para regularizar uma dívida de quase R$ 11 bilhões — o passivo total do grupo é estimado em R$ 13,6 bilhões.
Entre outras obrigações, a transação busca regularizar a situação de mais de 20 mil trabalhadores com FGTS atrasado.
A primeira parcela do acordo, de R$ 230 milhões, deveria ter sido paga até dezembro passado, mas não foi.
Porém, um aditivo à transação prorrogou os prazos e estabeleceu que a parcela inicial será paga via financiamento DIP (obtido por devedores em recuperação judicial).
Em 31 de janeiro deste ano, o grupo pagou R$ 150 milhões e tem até a próxima quinta-feira (29/2) para saldar os R$ 80 milhões restantes.
O marco inicial da derrocada do conglomerado foi a morte do seu fundador, João Santos, aos 101 anos, em 2009. Nascido pobre em Serra Talhada (PE), ele construiu um império cuja joia sempre foi a marca de cimento Nassau.
Na época da morte do patriarca, o grupo chegava a faturar mais de R$ 3 bilhões por ano.
A briga familiar se intensificou a partir da crise econômica de 2014, levando à destituição de Fernando e seu irmão, José Santos, do comando do grupo em 2022.
Recentemente, José se uniu ao resto da família e Fernando ficou isolado em uma disputa judicial que pode comprometer ainda mais o patrimônio do Grupo João Santos.
A crise atual inclui acusações diversas, questionamentos sobre a recuperação judicial e pedidos na Justiça para a retirada das redes sociais das publicações de Zezinho.
Deu em Conjur

Descrição Jornalista
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