Além de, pelo menos 50 esqueletos, a tumba ainda continha tesouros de diferentes culturas do sul do Levante (a região ao redor do Mediterrâneo oriental), sul da Arábia e Egito.
A maioria deles data do final da Idade do Ferro e início do período persa aquemênida (século 7 a.C. ao século 5 a.C.).
Inclusive, foraM esses objetos que deram os primeiros indícios sobre o sexo dos restos humanos descobertos.
Ao lado dos ossos, residiam joias de liga de cobre e ferro, vasos de cerâmica e conchas do Mar Vermelho, que eram amplamente utilizados pelas egípcias como talismãs.
Os autores ainda sugerem que essas mulheres podem ter sido traficadas. Compradas em Gaza ou no Egito, elas teriam sido levadas para a Arábia, onde provavelmente foram vendidas como noivas ou prostitutas.
Apesar de inscrições mineanas encontradas no Iêmen documentarem essas práticas, mais evidências são necessárias para se comprovar a hipótese.
Ao lado dos ossos, há porta-incensos e uma bandeja de alabastro – remanescentes do outrora famoso comércio de mirra. Arqueólogos também observaram que alguns dos recipientes de incenso foram quebrados intencionalmente, provavelmente como parte de um ritual de enterro.
As posições de alguns restos humanos dentro das sepulturas indicam que os esqueletos foram movidos de seu local original para abrir espaço para enterros adicionais. Isso sugere que o local foi usado por um longo tempo.
A análise dessas tumbas pode ajudar a preencher uma importante lacuna em registros arqueológicos. “Sabemos muito sobre o comércio dessa região, mas a maioria de nossas evidências vêm de registros escritos greco-romanos, que datam muito depois deste enterro”, afirma Juan Manuel Tebes, historiador que não participou da pesquisa, ao Live Science.
O sistema de túmulos foi preservado e restaurado para que os arqueólogos possam dar continuidade aos seus estudos.
Deu em Galileu


