Mulheres 16/07/2021 12:33
Ações do Governo reduzem feminicídio no RN
Ocorrências em 2020 foram 38% menores em relação a 2019.

O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, esta quinta-feira (15), foi marcado por uma live nas redes sociais para divulgar a redução das ocorrências no Rio Grande do Norte.
O RN é, proporcionalmente, o segundo estado no Brasil com menor índice de feminicídios em 2020, considerando grupos de 100 mil habitantes. Em números absolutos, o estado potiguar também aparece em 2º lugar entre as unidades da federação onde houve redução dos registros.
Em 2020 foram 10 feminicídios em solo potiguar, o que corresponde a uma queda de 38% em relação a 2019 – destaque para Distrito Federal (-47%), Rio Grande do Norte (-38) e Sergipe (-33%).
“Tudo isso na contramão de uma tendência nacional, que registrou aumento de mulheres mortas em razão do gênero durante a pandemia. Vale destacar que o Brasil é historicamente conhecido pelos altos índices de feminicídio e aparece em 5º no ranking mundial da OMS”, afirmou a governadora, professora Fátima Bezerra.
Fátima Bezerra disse que sancionou o projeto de Lei de autoria da deputada estadual Isolda Dantas, que institui o Dia do Feminicídio no RN como forma de favorecer a reflexão e estimular as ações de enfrentamento à violência doméstica e contra a mulher.
“Violência que humilha e oprime e que tem origem cultural. Precisamos combater o machismo que nos ataca. O Observatório da Violência da UFRN (Obvio) mostra que este ano tivemos redução de 24% na violência contra a mulher em relação a 2020, ano em que houve aumento. Isto é motivo de comemoração, até porque no plano nacional houve crescimento”, disse a governadora.
Ela também considerou que o feminicídio deve preocupar o poder público e receber olhar atento. Lembrou que a gestão busca atravessar as dificuldades e citou a criação de delegacias especializadas para a mulher e a Secretaria de Estado da Mulher, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semjidh) para fortalecer redes de proteção no estado.
“Todos os dias é dia de combate, inclusive às causas estruturais como o machismo que alimenta a violência contra a mulher. É preciso esclarecer sobre valores da civilização, dos direitos, também nas escolas”, disse.
Enfrentamento à violência contra a mulher
A promotora de Justiça Érica Canuto parabenizou a administração estadual pelo trabalho de enfrentamento à violência.
“Qual impacto tem as políticas públicas para a redução dos casos? O RN hoje é referência no Brasil pela redução de casos. Mas ainda é preciso ampliar os canais de acolhimento, a vítima receber ligação da Polícia Civil para oferecer providências necessárias. As políticas públicas são eficazes. Digo que o RN está preparado com políticas públicas coletivas que se interrelacionam. Além da delegacia virtual é preciso ter busca ativa e capacitação de professores para atuar nas escolas com esclarecimentos”, acrescentou.
Dia Estadual do Combate ao Feminicídio – 15 de julho
A data foi criada por lei de autoria da deputada Isolda Dantas e sancionada pela governadora Fátima Bezerra;
Faz alusão ao dia em que 5 mulheres foram assassinadas em uma chacina num bar localizado no município de Itajá.
O crime ocorreu na madrugada do dia 15 de julho de 2015, quando quatro homens armados e encapuzados entraram na casa e efetuaram os disparos. As cinco mulheres que estavam na casa foram mortas com tiros na cabeça.
Dados
– O Rio Grande do Norte é, proporcionalmente, o 2º estado com menor índice de feminicídios em 2020, considerando grupos de 100 mil habitantes – ficamos atrás apenas do Ceará, do companheiro Camilo Santana.
– Em números absolutos, o RN também aparece em 2º lugar entre as unidades da federação onde houve redução dos registros.
Em 2020, foram 10 feminicídios em solo potiguar, o que corresponde a uma queda 38% em relação a 2019 – destaque para Distrito Federal (-47%), Rio Grande do Norte (-38) e Sergipe (-33%). Na contramão da tendência nacional, que registrou aumento de mulheres mortas em razão do gênero durante a pandemia.
– O Brasil é 5º no ranking mundial sobre feminicídio da OMS.
Fonte e foto: Assessoria

Descrição Jornalista
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