O que é o linfoma de Hodgkin, doença que acomete o ex-técnico da seleção Parreira - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
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Saúde 18/06/2026 17:49

O que é o linfoma de Hodgkin, doença que acomete o ex-técnico da seleção Parreira

O que é o linfoma de Hodgkin, doença que acomete o ex-técnico da seleção Parreira

Nesta quarta-feira (17), o ex-técnico da seleção brasileira de futebol Carlos Alberto Parreira foi internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, devido a complicações de saúde. O hospital confirmou a internação em comunicado, porém não deu mais detalhes do estado de saúde de Parreira, afirmando compromisso com a privacidade e a confidencialidade do paciente.

Técnico durante o tetracampeonato do Brasil na Copa do Mundo de 1994, Parreira tem 83 anos e é diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que ataca o sistema linfático, produtor dos glóbulos brancos (linfócitos) do nosso sistema imunológico.

Trata-se de um tipo relativamente raro de câncer, com incidência de 3 casos a cada 100 mil habitantes no Brasil, segundo Ricardo Bigni, chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em entrevista à Agência Brasil.

Como a doença afeta o corpo?

O câncer do sistema linfático do tipo linfoma de Hodgkin – que representa 20% de todos os casos de linfomas – provém, principalmente, dos gânglios linfáticos, com tumores surgindo comumente nas regiões do pescoço, virilha, tórax e axilas.

A partir do momento que os glóbulos brancos presentes no corpo sofrem mutação e se tornam malignos, eles são chamados de células de Reed-Sternberg, que são responsáveis por desencadear reações inflamatórias locais, atraindo células de defesa saudáveis.

O resultado dessa mistura é o surgimento da massa tumoral, normalmente em um gânglio linfático.

Representação do sistema linfático, ao lado de uma ilustração de um gânglio linfático inchado devido a células Reed-Sternberg — Foto: Blausen Medical Communications/Wikimedia Commons
Representação do sistema linfático, ao lado de uma ilustração de um gânglio linfático inchado devido a células Reed-Sternberg — Foto: Blausen Medical Communications/Wikimedia Commons

Essas células malignas também são capazes de se espalhar de forma ordenada através dos vasos linfáticos, que estão presentes em quase todo o corpo. Posteriormente, podem atingir tecidos próximos, agravando o estágio do câncer do paciente.

Sintomas e diagnóstico precoce

Além do inchamento dos gânglios (ínguas), é importante estar atento a outros sintomas que podem indicar um possível quadro de linfoma de Hodgkin.

Os “sintomas B”, descritos como um conjunto de três sinais sistêmicos comuns em doenças hematológicas, também devem receber atenção, como destaca Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center em entrevista à GALILEU.

“Febre, sudorese à noite e emagrecimento – perda de peso não intencional – é o que chama mais atenção nos pacientes. (…) É basicamente assim que acabamos vendo os avanços dos sintomas.

Em relação a sinais de detecção precoce, é importante cada paciente conhecer o seu corpo e, por acaso os gânglios aumentarem, já procurar um atendimento médico”, explica o médico.

Apesar de grave, a doença tem altas taxas de cura, a partir de diagnóstico precoce, que atingem os 90%. Schmidt completa que o crescimento de gânglios pode ser causado por diferentes motivos como infecções, inflamações e até doenças autoimunes, de forma que a avaliação de um especialista e uma possível biópsia são necessárias para o diagnóstico correto.

Deu em Galileu
Ricardo Rosado de Holanda
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