Como a doença afeta o corpo?
O câncer do sistema linfático do tipo linfoma de Hodgkin – que representa 20% de todos os casos de linfomas – provém, principalmente, dos gânglios linfáticos, com tumores surgindo comumente nas regiões do pescoço, virilha, tórax e axilas.
A partir do momento que os glóbulos brancos presentes no corpo sofrem mutação e se tornam malignos, eles são chamados de células de Reed-Sternberg, que são responsáveis por desencadear reações inflamatórias locais, atraindo células de defesa saudáveis.
O resultado dessa mistura é o surgimento da massa tumoral, normalmente em um gânglio linfático.
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Essas células malignas também são capazes de se espalhar de forma ordenada através dos vasos linfáticos, que estão presentes em quase todo o corpo. Posteriormente, podem atingir tecidos próximos, agravando o estágio do câncer do paciente.
Sintomas e diagnóstico precoce
Além do inchamento dos gânglios (ínguas), é importante estar atento a outros sintomas que podem indicar um possível quadro de linfoma de Hodgkin.
Os “sintomas B”, descritos como um conjunto de três sinais sistêmicos comuns em doenças hematológicas, também devem receber atenção, como destaca Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center em entrevista à GALILEU.
“Febre, sudorese à noite e emagrecimento – perda de peso não intencional – é o que chama mais atenção nos pacientes. (…) É basicamente assim que acabamos vendo os avanços dos sintomas.
Em relação a sinais de detecção precoce, é importante cada paciente conhecer o seu corpo e, por acaso os gânglios aumentarem, já procurar um atendimento médico”, explica o médico.
Apesar de grave, a doença tem altas taxas de cura, a partir de diagnóstico precoce, que atingem os 90%. Schmidt completa que o crescimento de gânglios pode ser causado por diferentes motivos como infecções, inflamações e até doenças autoimunes, de forma que a avaliação de um especialista e uma possível biópsia são necessárias para o diagnóstico correto.

