Ciência 20/06/2020 08:50
UFRN produz nova tecnologia de pavimentação de estradas e metalurgia
A mistura dos pós de diamante e tântalo, processada usando tecnologias de alta pressão e alta temperatura, produziu um novo material com propriedades especiais: alta dureza e elevada resistência à formação de trincas e deteriorações, além de redução do excesso de poros.
A mistura dos pós de diamante e tântalo, processada usando tecnologias de alta pressão e alta temperatura, produziu um novo material com propriedades especiais: alta dureza e elevada resistência à formação de trincas e deteriorações, além de redução do excesso de poros.
Essa é a mais nova tecnologia objeto de pedido de patente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A nova tecnologia foi pensada para ser usada na fabricação de ferramentas de corte diamantadas, utensílios usualmente utilizados na renovação de pavimentos rodoviários, pistas em aeroportos, modernização de fábricas metalúrgicas, usinas nucleares, pontes e outras estruturas.
Além disso, a invenção também pode ser empregada em brocas de perfuração, por exemplo, na indústria de petróleo e gás.
Na mistura, um importante diferencial em relação ao atual fluxo de produção é que, em vez de utilizar o tântalo, a indústria utiliza como principais substâncias ligantes o ferro, níquel e cobalto.
A utilização desses metais gera dificuldades para controlar o processo de produção, visto que possuem características como a alta diferença entre os coeficientes de expansão térmica, quando comparado com o diamante; tal situação tende a provocar a existência de microtrincas nas ferramentas.
Por reduzir esses efeitos, o novo material desenvolvido por pesquisadores da UFRN possibilita uma maior eficiência e vida útil para as ferramentas avançadas a que ele se destina.
A patente é de autoria de Regina Bertília Dantas de Medeiros, Lucas Pires de Paiva Barreto, Meysam Mashhadikarimi, Marcello Filgueira, Uilame Umbelino Gomes, Diêgo Pires Gurgel e Mayara Adrielly Leal de Oliveira Rodrigues, que desenvolveram os estudos no âmbito dos programas de pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFRN, em Engenharia Química da UFRN e em Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), universidade que detém a cotitularidade da invenção.
A parceria com a UENF já havia rendido dois outros depósitos de pedido de patente, o Corpo de diamante sinterizado com ligante de nióbio puro e o Compósito de corte de tripla camada formado por um substrato de metal duro e corpo de diamante sinterizado unidos através de uma interface, ambos na área de Engenharia de Materiais.
Deu no Portal da UFRN

Descrição Jornalista
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