Canal: John Textor vendeu terreno em ilha e oferece aportar mais US$ 25 milhões no Botafogo; social prefere GDA sem ele - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – Restituição Silidária – 2004 a 1905

Futebol 29/04/2026 12:25

Canal: John Textor vendeu terreno em ilha e oferece aportar mais US$ 25 milhões no Botafogo; social prefere GDA sem ele

Canal: John Textor vendeu terreno em ilha e oferece aportar mais US$ 25 milhões no Botafogo; social prefere GDA sem ele

John Textor não desistiu do Botafogo. Mesmo afastado do comando da SAF pelo Tribunal Arbitral, o empresário norte-americano se articula para voltar ao jogo.

E, segundo informação do jornalista Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra” nesta quarta-feira (29/4), ele vendeu um terreno em sua ilha nas Bahamas e ofereceu aportar mais US$ 25 milhões.

Com esse novo valor, o aporte pode chegar a US$ 75 milhões, considerando os US$ 25 milhões já emprestados pela GDA Luma mais os US$ 25 milhões que podem entrar em troca de emissão de novos ações.

Contudo, o clube socialestá reticente e prefere a GDA sem Textor.

Leia abaixo parte do relato de Bernardo Gentile:

A principal notícia do dia é que a Eagle, no caso, representada pela Ares, perdeu os direitos políticos, ou seja, não apita mais nada. Ela ainda é dona das ações, não confundam as coisas, ainda tem direito a um monte de coisa ali, mas não decide mais nada. Por que isso aconteceu? Quando a gente está falando de Botafogo SAF, é uma empresa, não mais o Textor. A Justiça do Rio entendeu que a Botafogo SAF estava sendo prejudicada pela Eagle, que a Eagle estava tomando um monte de decisões que estavam prejudicando o andamento da empresa, e por isso foram tirados os poderes políticos da Eagle. Isso significa o que, que na prática a Eagle não pode mais votar e não manda mais nada.

– A SAF Botafogo é composta por 90% Eagle, 10% social, certo? A partir do momento que você tira os 90% do social da Eagle, de poder de voto, de poder de decisão, sobram os 10%, então, politicamente, nas questões de decisões, não estamos falando de ações, os 10% do social viram 100%. Então o social hoje está vivendo o grande aumento da sua carreira.

– O social hoje é o grande beneficiado, além da SAF Botafogo, que vai poder andar para a frente, ao invés de ficar presa, a SAF vai poder andar, vai poder entrar e receber novos investidores, vai poder voltar a ter dinheiro na conta e fechar com um novo investidor. Então, para a SAF foi maravilhosa essa decisão, mas também foi maravilhosa a decisão para o social, porque agora, finalmente, eles estão com a faca e o queijo na mão. Eles, inclusive o João Paulo (Magalhães Lins, presidente) terá 10 dias para apresentar um novo investidor do Botafogo, é isso que eles vão fazer.

– E aí agora, chegou o momento da verdade, da gente entender quem são, quem eles têm, quem está do lado deles ou não. Não deixa de ser também uma vitória para o Textor no julgamento, por quê? Textor quis levar a batalha para esse cenário, a batalha final está acontecendo, e o Textor escolheu onde ele queria essa batalha. A partir do momento que ele foi retirado do poder, ele não tentou voltar ao poder.

– Ele pede, inclusive, para que o Durcesio Mello seja mantido. Porque ele estava pensando também em tirar a Eagle, puxar para o inferno junto. Aí ele deixa tudo na mão do social. O Textor que decidiu fazer isso para dar o poder ao social. Diante de todo o cenário, foi onde o Textor entendeu que era onde ele tinha mais chance de ter uma vitória. Vai acontecer essa vitória? Pode não acontecer, ele pode ter feito todo esse movimento e se ferrar no final das contas, beleza?

– Não estou dizendo nada, além de que, o último movimento, o Textor cai atirando, e ele cai atirando na Eagle, para deixar o social com plenos poderes. Porque é ali que ele entende que vai ter chance de conseguir essa vitória. Qual é a chance da vitória dele? O social, como a gente acabou de falar, vai poder apresentar um novo investidor, um novo comprador, e aí, meus amigos, por incrível que pareça, quem pode ser esse novo investidor? John Textor. É o provável? Não, não é o mais provável, né. Para o social fazer isso, ele só vai fazer se tiver desesperado, se precisar muito do dinheiro.

– O que que o Textor está oferecendo? Aquela proposta, US$ 25 milhões de dólares do próprio bolso. Segundo informações que a gente teve, e aí agora já está na hora de falar, porque se não falar agora, vai falar quando, né? O Textor tem patrimônio. Ele, por exemplo, é dono de uma ilha, e essa ilha, não tem só a casa dele lá, essa ilha é dividida em vários terrenos. Ele, por exemplo, pegou um desses terrenos, vendeu e vai botar esse dinheiro no Botafogo. Essa é a história que rola no Textor.

– O Textor quer botar, então, US$ 25 milhões. Soma-se isso, tem os US$ 25 milhões da GDA, que já entraram, que já pagaram algumas dívidas e salários, e tem mais US$ 25 milhões para entrar, atrelados àquela questão das ações, que não pode vender. Mas, então, no total, o plano do Textor, inicialmente, passa por US$ 75 milhões: 25 que já entraram da GDA, 25 dele próprio e os outros 25 da GDA que tem para entrar.

– Ele vai chegar, e já está acontecendo isso, desde ontem à noite, todo mundo está conversando. Tudo que o Textor tem de proposta, de investidor, de dinheiro, de patrimônio pessoal, tudo ele está chegando e colocando na mesa agora, ele está sendo transparente com todos do social, porque é o social quem vai dar as cartas. Então, eles chegam agora no social, estão conversando com ele, mostrando tudo que ele tem, que os planos são esses e tal. Vai ser o suficiente? Não sei, quem vai decidir é o social.

– Vamos passar para o lado do social na história. O social ficou com a faca e o queijo na mão. Hoje, o que a gente escuta, é que o principal plano deles é ter a GDA sem o Textor. E aí, então, já é diferente do que pensa o Textor, de planejamento. Eles querem a GDA, mas sem o Textor. Vai entrar o quê? Aquele US$ 25 milhões que entraram e o US$ 25 milhões que faltam entrar. E aí, segundo o que corre nos bastidores, o social teria outros investidores também. Outros ou outro, não sei. Mas teria, além da GDA, outra pessoa também para entrar e botar um dinheiro ali e compor esse montante.

– O que a gente precisa entender é o seguinte. O Botafogo entrou em recuperação judicial. O Botafogo precisa fazer essa recuperação judicial ser aprovada e depois bem executada. Porque se não conseguir fazer isso, um abraço, volta para a última divisão do Estadual. Para você fazer essa recuperação judicial funcionar, primeiro você tem que fazer aquela negociação da dívida, baixar, jogar lá embaixo, que pode ser de 80%, 90%, não sei, depende da negociação. Ela sendo bem feita, você precisa ter dinheiro para cumprir tudo isso. O Botafogo hoje, sem investidor, não tem condição de pagar uma recuperação judicial. Então, não adianta eu pedir a recuperação judicial sem o investidor, não existe. Se isso acontecer, o Botafogo vai falir, o Botafogo não vai conseguir cumprir a recuperação judicial. Então, estamos aqui na mesma página que o Botafogo precisa ter dinheiro externo.

– E aí, precisa ver se o dinheiro da GDA somente seria o suficiente, ou se eles precisariam de novo dinheiro. Se eles precisarem de novo dinheiro, eles têm esse terceiro interessado, ou não? Eles estão prontos pra colocar dinheiro, ou não? E aí é nesse caso que entra o John Textor. Porque o John Textor só está na mesa oferecendo US$ 25 milhões do próprio bolso. A pergunta que não quer calar: o social vai aceitar esse dinheiro porque precisa do dinheiro do Textor, ou não vai aceitar e vai seguir a recuperação judicial com o que tem? E isso vai ser viável? A dúvida passa por aí.

– O social não é uma pessoa. Beleza? Existem várias correntes no social. Isso é importante demais para a leitura do momento. Existe uma ala mais radical que não quer ver o Textor pintado de ouro. OK? “Ah, o Textor quer botar 25 milhões. Dane-se, problema dele. Pega o dinheiro dele, enfia no bolso dele, vai embora, que eu nunca mais quero ver esse cara aqui”. Essa é uma ala radical. No entanto, existe outra ala do social que é muito mais pragmática. “Cara, nós estamos precisando de dinheiro para fazer a recuperação judicial. Meu plano é fazer essa recuperação judicial dar certo, sair do papel e dar certo. Para isso eu preciso de dinheiro. Qual é o dinheiro que eu tenho na mesa? Se o único dinheiro que eu tenho na mesa é GDA e Textor, então vamos de GDA e Textor. Se tiver outro dinheiro, beleza”. O fato é, tem ou não tem? Se precisar do dinheiro do Textor, existe essa ala mais pragmática que pode, sim, aceitar o dinheiro do Textor e o Textor seguir mandando.

– Não sabe se quem vai mandar mais, quem vai mandar menos, depende de quanto dinheiro vai entrar, quem é majoritário, quem não é majoritário. Enfim, são outros problemas que vão ser definidos em uma mesa de negociação. E a mesma coisa acontece se for o social. Se for o social, com GDA, sem Textor, com Textor, de qualquer forma. O final das contas é esse. Esse regime centralizador do Textor acabou. Não vai mais existir. Qual vai ser depende de tudo que vai acontecer nesses próximos dias.

– E a Ares, que foi retirada e perdeu os poderes políticos nessa briga, certamente está recorrendo de tudo nesse momento. Para ela isso não é interessante. Ela vai ficar esperando esses dez dias para ver o que vai acontecer? Lógico que não. Ela está na justiça, vai tentar brigar e vai tentar recuperar esse poder político o quanto antes, que isso pode estar acontecendo nesse exato momento. Tem muita coisa pela frente.

Deu em Fogão Net
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista