Previdência 25/02/2026 10:39
INSS inicia a maior rodada de pagamentos de atrasados do ano, libera R$ 1,4 bilhão em RPVs e coloca até R$ 97 mil na conta de aposentados e pensionistas que tiveram valores reconhecidos e já entram no cronograma oficial de depósitos em 2026

Uma liberação financeira de grande impacto previdenciário foi confirmada recentemente no Brasil, atraindo a atenção de aposentados e pensionistas em todo o país. Em janeiro de 2026, foi autorizada a destinação de R$ 1,4 bilhão para o pagamento de atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Conforme dados oficiais divulgados no período, cerca de 87 mil beneficiários, distribuídos em aproximadamente 65,3 mil processos, serão contemplados nesta etapa.
Os pagamentos ocorrerão por meio das Requisições de Pequeno Valor (RPVs), mecanismo utilizado para quitar valores reconhecidos dentro do limite legal. Essas requisições abrangem montantes de até 60 salários mínimos, teto que corresponde a R$ 97.260 em 2026, considerando o salário mínimo vigente.
Assim, segurados que se enquadram nesse limite poderão receber os valores consolidados dentro do cronograma estabelecido.
Terão direito ao recebimento os segurados que tiveram valores reconhecidos e que se enquadram no limite de até 60 salários mínimos.
Além disso, é necessário que o processo esteja concluído e sem possibilidade de recurso, condição essencial para a liberação do pagamento. Somente após essa etapa é que os valores são oficialmente incluídos na rodada de depósitos.
Os chamados atrasados do INSS referem-se a quantias que o beneficiário comprovou ter direito, mas que não foram pagas corretamente ao longo do tempo.
Em muitos casos, os valores deixaram de ser incorporados ao benefício ou foram calculados de forma incorreta. As demandas envolvem, principalmente, revisões e concessões de aposentadorias, pensões e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
De acordo com o calendário divulgado para 2026, os depósitos estão previstos para ocorrer até o início de março, embora as datas exatas variem conforme o Tribunal Regional Federal (TRF) responsável pelo processamento.
Após a inclusão na lista oficial, o pagamento via RPV costuma ser realizado em até 60 dias, seguindo os trâmites administrativos estabelecidos. Dessa forma, cada tribunal organiza seu próprio fluxo de liberação.
Os valores são depositados na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, conforme indicação no momento do processamento. Entretanto, quando o montante ultrapassa 60 salários mínimos, o pagamento passa a seguir o sistema de precatório, que possui calendário anual específico. Assim, o tipo de requisição influencia diretamente o prazo final de recebimento.
Para verificar se o valor foi incluído na rodada atual, o segurado deve acessar o site do TRF responsável pelo processo ou buscar orientação com seu advogado. Durante a consulta, será necessário informar dados como CPF, número do processo ou registro da OAB do representante legal. Essas informações permitem localizar a requisição e acompanhar sua situação.
O tipo de pagamento, seja RPV ou precatório, pode ser confirmado no sistema de acompanhamento processual disponibilizado pelos tribunais. Por isso, acompanhar cada atualização é fundamental para confirmar a emissão da requisição e a previsão de depósito. Somente após a consolidação das informações é que os valores são efetivamente liberados para crédito bancário.
Assim, a rodada de pagamentos anunciada em 2026 representa a conclusão administrativa de milhares de pedidos de revisão e concessão de benefícios previdenciários em todo o país. Agora, resta aos beneficiários acompanhar os prazos definidos e verificar se seus nomes já constam na lista oficial de depósitos do INSS.
Você já conferiu se está entre os contemplados nesta etapa?
Deu em CPG

Descrição Jornalista
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