A bancada do partido Novo protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (13), um pedido para a imposição de medidas cautelares a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito das investigações sobre fraudes em descontos indevidos em benefícios do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
A legenda solicita a apreensão do passaporte do empresário e a adoção de medidas alternativas à prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Na semana passada, a Polícia Federal informou ao STF que vai investigar se Lulinha seria “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema criminoso que desviou valores bilionários das aposentadorias.
Procurada, a defesa de Lulinha disse que ele nunca teve relação com o INSS e classificou as menções como “ilações”.

O pedido, encaminhado ao ministro André Mendonça, cita informações da PF que apontariam indícios de ligação de Lulinha com o esquema investigado e menções a repasses que somariam R$ 1,5 milhão atribuídos a empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes.
Reportagens mostraram que menções a Lulinha na investigação incluem diálogos de WhatsApp, registros de passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha. Os parlamentares alegam risco de evasão do país e pedem medidas cautelares diversas da prisão para assegurar a aplicação da lei penal.
A petição é assinada pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) Luiz Lima (Novo-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP) e Alfredo Gaspar (União-AL) e pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa.


