Fotografia 28/12/2025 15:23
As 10 imagens mais surpreendentes de 2025

De rostos cobertos por uma substância oleosa a navios semi-afundados, aqui está a lista elaborada por Kelly Grovier, especialista em história da arte, com algumas das fotografias mais impactantes do ano.

Crédito,Reuters
A imagem comovente de um templo budista parcialmente destruído em Mandalay, Mianmar, que sofreu um devastador terremoto de magnitude 7,7 em 28 de março, mostra a cabeça caída de uma enorme estátua budista. O terremoto, que causou a morte de mais de 3.000 pessoas, foi sentido na China, Índia, Vietnã e Tailândia.
O contraste impressionante entre a arquitetura instável que atrai nosso olhar e a colossal estátua derrubada — que bloqueia saídas na parte de trás — é particularmente impactante. A destruição causada pelo terremoto não será facilmente esquecida.

Crédito,Getty Images
Nem completamente dentro do mar nem fora dele, o casco enferrujado do cruzeiro abandonado MS Mediterranean Sky — que naufragou no golfo de Elefsina, a oeste de Atenas, em 2003 — foi fotografado em agosto em seu estado permanente semi-afundado.
A embarcação parece balançar entre os elementos ou entre diferentes estados de existência. Seu estado imóvel lembra a viagem petrificada de uma antiga escultura fenícia de um barco que adornava um sarcófago do século 2, transportando passageiros eternamente entre mundos.

Crédito,Getty Images
A foto dos monges rezando sob a imensa cúpula dourada do Wat Phra Dhammakaya, durante a cerimônia de Makha Bucha, em fevereiro, é impressionante por seu brilho etéreo.
Dezenas de monges e devotos, muitos com lanternas, se reúnem para comemorar o primeiro grande ensinamento de Buda.
Seu brilho irreal lembra os contornos de um manuscrito birmanês do século 19, que representa o primeiro sermão de Buda no Parque dos Cervos, onde monges e animais se reúnem em torno de sua figura resplandecente. Ambas as imagens capturam a devoção de comunidades decididas a honrá-lo e a serem transformadas por seus ensinamentos.

Crédito,Getty Images
A imagem de um rato gigante de papel-machê que explode em confetes, flutuando pelo Grande Canal de Veneza, durante o desfile aquático que tradicionalmente inaugura o carnaval de fevereiro, é uma explosão de cores vibrantes.
O roedor transformado em espetáculo, a “Pantegana” (rato) flutuante, emerge de forma criativa dos esgotos da cidade como um emblema do lado cômico de Veneza.
Com suas explosões de cor, o rato oferece um contraste brilhante com o véu elegantemente luminoso que envolve Veneza em inúmeras pinturas, como a “Entrada ao Grande Canal”, de Paul Signac, de 1905, um representante do neoimpressionismo.
Em ambas as imagens, Veneza se dissolve em um mosaico de luz fragmentada.

Crédito,Getty Images
A imagem de uma refugiada congolesa, sentada em um balanço em um centro de passagem perto de Buganda em maio, transmite uma alegria que supera os desconfortos materiais que a cercam: a chuva incessante, a estrutura de aço enferrujada dos brinquedos infantis abandonados e o assento quebrado pendurado ao seu lado.
Entre as mais de 70 mil pessoas que cruzaram a fronteira para o Burundi desde janeiro, o espírito dessa mulher desafia as circunstâncias difíceis em que se encontra.
Se colocássemos a foto ao lado da famosa pintura do artista rococó francês Jean-Honoré Fragonard, O Balanço (1767), tiraríamos a leveza da famosa obra, tornando o balanço um símbolo atemporal de diversão e paz interior.

Crédito,Getty Images
Com o rosto coberto por uma substância oleosa, uma ativista do grupo de ação direta Fossil Free London posicionou-se na frente dos escritórios da empresa de energia Shell, em maio.
A venda pela Shell de seus ativos petrolíferos terrestres na Nigéria — uma medida que, segundo os manifestantes, permite à empresa fugir de sua responsabilidade pelos acidentes no Delta do Níger — foi o motivo do protesto, enquanto a empresa nega ter agido de forma incorreta.
A pose com os olhos vendados lembra a pintura simbolista Hope, de George Frederic Watts, de 1886, na qual uma mulher com os olhos cobertos está sentada sobre um globo terrestre escuro enquanto toca uma lira melancólica.

Crédito,Getty Images
A imagem de duas alunas de balé de 5 anos, Philasande Ngcobo e Yamihle Gwababa, posando em julho na academia de dança em Tembisa, África do Sul, é comovente e impactante.
O contraste marcante entre a terra seca, as sombras definidas e os vestidos delicados lembra a estética das inúmeras cenas de bailarinas ensaiando pintadas por Degas.
Mantendo o olhar fixo na expressividade gestual de suas bailarinas, Degas frequentemente abstraía os estúdios de dança em amplas áreas de cor uniforme, conferindo às suas pinturas, assim como à fotografia tirada nos arredores de Joanesburgo, uma dimensão atemporal.

Crédito,Getty Images
Uma série de imagens comoventes de crianças nos braços de suas mães na cidade de Gaza, em julho, chocou o mundo. A BBC News informou que, de acordo com a agência da ONU para refugiados palestinos (a UNRWA), uma em cada cinco crianças na cidade de Gaza sofria de desnutrição.
A publicação desta imagem gerou controvérsia, pois a criança retratada na fotografia também sofria de problemas de saúde pré-existentes.
Embora existam inúmeras imagens na história da arte de mães consolando seus filhos doentes, desde A criança doente, de Gabriël Metsu, de 1665, até Os desamparados, um desenho a pastel e carvão de Pablo Picasso, de 1903, fotografias como as capturadas em Gaza não têm comparação com a pintura ou a escultura.
Nenhuma representação visual do sofrimento ou da compaixão, por mais talentoso ou aclamado que seja o artista, pode capturar adequadamente a magnitude da angústia que essas fotos recentes documentam.

Crédito,Andrew McCarthy
Uma imagem extraordinária capturada pelo astrofotógrafo Andrew McCarthy, mostrando a silhueta de um amigo praticando paraquedismo alinhada ao disco intensamente texturizado do Sol da manhã no Arizona, em 8 de novembro, cativou a imaginação do mundo.
Não havia margem para erro. Cada elemento da manobra, meticulosamente planejada, precisava ocorrer em perfeita sincronia, da posição do Sol no céu ao instante exato do salto e das acrobacias.
Rapidamente batizada como A queda de Ícaro, em referência ao mito grego do jovem cujas asas derreteram ao voar muito perto do Sol, a fotografia dialoga com uma longa tradição na história da arte, desde Pieter Bruegel, o Velho, no século 16, até Henri Matisse, no século 20, de representar a trágica queda do jovem que ousou ir longe demais.

Crédito,Reuters
A imagem de um manifestante em Istambul, vestido com a roupa tradicional dos dervixes — normalmente associada ao misticismo sufi —, enfrentando um batalhão de policiais fortemente equipados que usavam gás pimenta, tornou-se viral em março.
Os conflitos políticos mais intensos da década na Turquia foram desencadeados pela prisão e detenção do prefeito de Istambul, uma figura considerada por muitos como rival do presidente Erdogan.
A justaposição visual de um indivíduo aparentemente estoico e imóvel, ligado à prática espiritual não violenta da dança dos dervixes, e as forças da ordem armadas é impactante.
O chapéu alto característico dos dervixes e as túnicas longas e sobrepostas, ambos ricos em simbolismo de morte e renascimento, elevaram a imagem de um protesto de rua comum a algo mítico.

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