Ministério Público 28/03/2025 05:55
Urgente: PGR solicita arquivamento de investigação contra Bolsonaro por suposta fraude em cartão de vacina

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou nesta quinta-feira (27) o arquivamento da investigação que apurava a suposta adulteração de registros de vacinação contra a Covid-19 envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não foram encontradas evidências suficientes que justifiquem uma denúncia formal contra o ex-chefe do Executivo pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais.
O pedido da PGR foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) um dia depois de Bolsonaro se tornar réu por incitação aos atos de 8 de janeiro. No mesmo documento, Gonet também solicitou o arquivamento da investigação contra o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), que havia sido indiciado no mesmo inquérito da Polícia Federal.
Segundo as apurações, dados falsos de vacinação de Bolsonaro e de sua filha, Laura Bolsonaro, de 12 anos, foram inseridos no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), do Ministério da Saúde, em dezembro de 2022. Poucos dias depois, os registros teriam sido removidos. Apesar disso, o procurador-geral destacou que não há indícios de que os certificados tenham sido efetivamente utilizados.
“Não há indício de que o certificado haja sido utilizado, tendo sido dito que fora inutilizado pouco depois de impresso”, escreveu Gonet em um parecer de cinco páginas.
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi um dos principais elementos da investigação. Cid afirmou que atuou no esquema a mando do ex-presidente. No entanto, de acordo com Gonet, a versão apresentada por Cid não foi confirmada por outras testemunhas nem respaldada por provas independentes — ao contrário do que ocorreu no inquérito sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
“A situação destes autos difere substancialmente da estampada na PET 12100, em que provas convincentes autônomas foram produzidas”, afirmou o procurador-geral.
As investigações indicaram que o esquema de falsificação envolvia aliados próximos de Bolsonaro, como João Carlos de Sousa Brecha, ex-secretário de Governo de Duque de Caxias (RJ), responsável por inserir os dados falsos no sistema. Segundo a PF, os pedidos foram repassados por Mauro Cid ao ex-militar Ailton Barros, que intermediava os contatos com Brecha.
A operação policial, deflagrada em maio de 2023, resultou em mandados de busca e apreensão e na prisão de ex-assessores presidenciais, entre eles Max Guilherme, Sérgio Cordeiro, Luís Marcos dos Reis e o próprio Mauro Cid — que depois firmou um acordo de colaboração com a Justiça.
Com o parecer da PGR, caberá agora ao Supremo Tribunal Federal decidir se arquiva definitivamente o inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Deu em Contra Fatos

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