Alimentos 19/07/2024 11:31
Come arroz e farinha? Tome cuidado! Entenda motivo
Alimentos tão comuns em nosso dia a dia apresentaram uma alta taxa de toxinas fúngicas, identificadas por pesquisadores da USP

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) realizaram estudo analisando amostras de farinha e arroz armazenadas em residências.
A pesquisa, apoiada pela FAPESP e publicado na Food Research International, revelou altos níveis de toxinas fúngicas, também conhecidas como micotoxinas.
Foram identificados seis micotoxinas preocupantes nas amostras de alimentos examinadas pelos pesquisadores. Os cientistas descobriram a presença de aflatoxinas, fumonisinas, zearalenona, toxina T-2, desoxinivalenol e ocratoxina A.
Em alguns casos, o nível de fumonisinas, zearalenona e micotoxinas desoxinivalenol excedeu o limite de tolerância, conhecido como níveis máximos permitidos (MPLs), estabelecido pelas autoridades sanitárias.
Dos 213 alimentos analisados, os pesquisadores detectaram diversas combinações de duas a quatro micotoxinas em 70 alimentos, quase um terço (32,86%) das amostras.
“A regulamentação sobre a presença de micotoxinas precisa ser mais rígida”, afirma o professor Carlos Oliveira, do Departamento de Engenharia de Alimentos da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), à Agência FAPESP.
A Anvisa atualizou as regulamentações relativas às micotoxinas em produtos alimentícios, incluindo alimentos infantis, em julho de 2022.
“O MPL deve ser rigorosamente seguido pelos produtores de alimentos, processadores de alimentos e participantes relacionados na cadeia alimentar”, acrescentou Oliveira.

“Nos preocupamos com crianças e adolescentes, que tendem a ser mais sensíveis às toxinas em geral”, acrescentou Oliveira.
O risco de implicações para a saúde sublinha a importância de armazenar grãos e farinha em áreas secas e protegê-los de insetos para evitar a contaminação.
Como os pesquisadores coletaram as amostras de farinha e arroz nas residências dos participantes, Oliveira disse que é possível que parte da contaminação por micotoxinas das amostras tenha se originado durante o armazenamento doméstico.
Por exemplo, a contaminação pode ter vindo de alimentos embalados que foram parcialmente consumidos, mas permaneceram abertos por longos períodos.
A equipe de pesquisa está atualmente realizando trabalhos adicionais para avaliar a extensão da contaminação.

Descrição Jornalista
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