Bebidas 24/02/2021 15:20
Vinícola de Bordeaux mistura vinho com cannabis
O processo de fabricação do Burdi W, que é "mantido em segredo" para evitar a competição, combina 250 miligramas de CBD a uma monocepagem de "petit verdot" - cepa local e normalmente utilizada para os Grands Crus de Bordeaux - que resulta numa mistura de "notas de cassis" com as da cannabis

Pela primeira vez na França, um empreendedor da famosa região vinícola de Bordeaux (sudoeste) lançou-se na associação de vinho e CBD, uma molécula relaxante encontrada na cannabis, cuja comercialização explodiu nos últimos anos.
“Mantemos o efeito clássico do álcool, mas acrescentamos o efeito relaxante”, explica Raphaël De Pablo, responsável por esta iniciativa batizada Burdi W, apresentado como “um vinho de aperitivo festivo”, que visa “quebrar os códigos tradicionais do vinho”.
Aos 28 anos, ele se juntou a um amigo de infância, hoje enólogo, para encontrar “a mistura perfeita” entre vinho e canabidiol (CBD). Ao adicionar esta molécula da cannabis, o produto final legalmente deixa de ser vinho e passa a ser “uma bebida aromatizada à base de vinho”.
O cânhamo utilizado na fabricação é cultivado em um área de dez hectares explorada pelo empresário, pioneiro no cultivo da cannabis, e depois enviado à Alemanha para a extração em laboratório “do conjunto de moléculas de CBD”, prática proibida na França, explica De Pablo.
A lei francesa autoriza apenas o cultivo e a comercialização das fibras e grãos de cânhamo. A exploração das folhas e flores da planta é proibida.
Mas a legislação tem evoluído. Em 19 de novembro, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJEU) declarou, em nome da livre circulação de mercadorias, que a proibição francesa de CBD era ilegal.
Uma vez que, ao contrário da molécula THC (tetrahidrocanabinol), o CBD da cannabis não tem efeitos psicotrópicos e o TJEU não o considera um narcótico.
“Minha cannabis é certificada desde o grão até o produto final”, defende Raphaël De Pablo, que se formou na produção de cannabis terapêutica por dois anos no Canadá.
O processo de fabricação do Burdi W, que é “mantido em segredo” para evitar a competição, combina 250 miligramas de CBD a uma monocepagem de “petit verdot” – cepa local e normalmente utilizada para os Grands Crus de Bordeaux – que resulta numa mistura de “notas de cassis” com as da cannabis.
Com rótulo fosforescente e iniciais serigrafadas CBD, a garrafa é comercializada por meio de uma plataforma de financiamento participativo.
A 34 euros a unidade, o Burdi W vendeu 10.500 garrafas até agora.
“Existe realmente um mercado”, confirma Raphaël De Pablo, “com mais pedidos do exterior do que da França”, visto que a sua garrafa compete com um produtor do Napa Valley da Califórnia com preços “dez vezes superiores”.
De acordo com o Sindicato Profissional Francês do Cânhamo, o país tem cerca de 400 lojas especializadas na venda de CBD e produtos derivados como óleos, cosméticos, infusões, alimentos, quase quatro vezes mais lojas desse tipo do que em 2018.
Deu no Correio Braziliense

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