Mulher diz que tinha R$ 600 mil a receber por trabalhos de ‘limpeza espiritual’ em suspeita de matar empresário com brigadeirão envenenado - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – Restituição Silidária – 2004 a 1905

Violência 01/06/2024 07:30

Mulher diz que tinha R$ 600 mil a receber por trabalhos de ‘limpeza espiritual’ em suspeita de matar empresário com brigadeirão envenenado

Valor seria pago há cinco anos para saldar dívidas acumuladas no valor de R$ 600 mil

Mulher diz que tinha R$ 600 mil a receber por trabalhos de ‘limpeza espiritual’ em suspeita de matar empresário com brigadeirão envenenado

Em seu depoimento à polícia, Suyany Breschak, que se apresenta como cigana e conselheira espiritual de Júlia Andrade Cathermol Pimenta, de 29 anos, suspeita de ter matado seu namorado, o empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond, de 44 anos, com um brigadeirão envenenado, disse sua fonte de renda era composta basicamente pelos “pagamentos de Julia” por “consultas e trabalhos espirituais”, além de “rendimentos de suas redes sociais”.

De acordo com Suyany, ao longo do tempo Julia teria acumulado uma dívida com ela na casa dos R$ 600 mil por trabalhos de “limpeza espiritual” e que esse valor vinha sendo pago em parcelas mensais de R$5 mil por meio de depósitos bancários há de cerca de cinco anos.

Perguntada pelos policiais se sabia de onde vinha o dinheiro de Julia ela afirmou que seria de “de programas sexuais, que realizava e da pensão que recebia do pai”.

A mulher disse ainda que suas redes sociais rendiam por volta de R$ 3mil por mês, dependendo do número de visualizações. Suyany declarou ainda ser proprietária de alguns imóveis e dois automóveis.

No período de três dias em que ficou com o corpo de Marcelo dentro do apartamento, Julia levou o carro do empresário até a Região dos Lagos onde o entregou para Suyany como forma de saldar parte da dívida que acreditava ter.

O veículo foi encontrado em Cabo Frio. Ele estava com Victor Ernesto de Souza Chaffin, amigo de Suyany, que foi preso por receptação. Além do carro, ele estava com dois laptops e o telefone do empresário.

Suyany foi presa por suspeita de participação no crime e, na noite de quinta-feira, o juízo da Central de Audiência de Custódia de Benfica confirmou sua prisão temporária, que havia sido expedida pela 4ª Vara Criminal da Capital.

Em depoimento, ela afirmou que conversou por mensagens com Julia após a morte de Marcelo e que ela disse que “não estava suportando o cheiro do cadáver”.

Segundo a declaração, Júlia teria dito ainda que viu um urubu na janela da residência.

Deu em Extra

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista