Uma posição controversa defendida pelo indiano Raphael Samuel ganhou repercussão ao colocar em discussão os princípios do antinatalismo, corrente que questiona a reprodução humana diante dos possíveis sofrimentos associados à existência.
Para Samuel, ninguém pode consentir com o próprio nascimento antes de vir ao mundo.
A partir dessa perspectiva, ele sustenta que quem decide ter um filho também assume o dever de oferecer condições para sua criação e manutenção até que ele alcance autonomia financeira.Apesar das críticas e da repercussão de suas declarações, Samuel afirma manter uma boa convivência com os familiares. A própria mãe teria encarado a iniciativa do filho com bom humor, demonstrando apoio à sua disposição de levar a discussão adiante.
O episódio ultrapassou as fronteiras da Índia e alimentou debates sobre autonomia, deveres familiares e consentimento. A discussão também levanta uma questão central: até que ponto decisões tomadas pelos pais podem envolver alguém que ainda não nasceu?

