Ciência 04/08/2023 16:10
Fungos, bactérias e vírus presos no gelo podem causar catástrofe caso sejam “acordados”
Por evoluírem em momentos diferentes, os organismos modernos não possuem imunidade contra esses patógenos antigos

Com as mudanças climáticas e o consequente derretimento dos permafrosts, patógenos antigos congelados há muito tempo começaram a emergir, e as consequências podem ser catastróficas.
Agora, pesquisadores simularam quanto desses micróbios podem representar um grande risco para os ecossistemas modernos.
Os permafrost são uma mistura de solo, cascalho e areia unidos pelo gelo e são geralmente encontrados nas regiões do Ártico, como Alasca, Groenlândia, Rússia, China e norte e leste da Europa.
Eles podem ter se formado há milhares, ou milhões de anos, podendo ter prendido dentro deles vírus e bactérias do seu período de formação.
Dentro dos permafrost, os micróbios sobrevivem em um estado de animação suspensa, mas em temperaturas mais altas, como as causadas pelas mudanças climáticas, seus metabolismos podem ser reativados, permitindo que eles se reproduzam.
Em 2016, um surto de antraz, matou milhares de renas e afetou dezenas de pessoas na Sibéria, tendo sido associado ao derretimento de permafrosts.
Se os patógenos vivem há muito tempo ao lado de comunidades bacterianas, humanas ou animais, pode-se esperar alguma coevolução entre os patógenos e a comunidade local, o que reduz o risco que os patógenos representam para os ecossistemas. Mas quando você tem um invasor que viaja no tempo, você claramente tem a introdução de novos elementos de risco.
Giovanni Strona, coautor da pesquisa, em resposta ao LiveScience
Para entender quantitativamente como os vírus presos no permafrost podem afetar os ecossistemas modernos, os pesquisadores realizaram uma simulação de computador onde avaliaram digitalmente a evolução de patógenos semelhantes a vírus que infectaram e causaram doenças em hospedeiros semelhantes a bactérias modernas.
Na simulação, os vírus digitais infectaram e mataram parte das bactérias, enquanto outros hospedeiros bacterianos desenvolveram imunidade a eles.
Os patógenos infectaram cerca de 5% dos hospedeiros semelhantes a bactérias, e o 1% dos vírus conseguiu interromper substancialmente as comunidades bacterianas.
A probabilidade desses vírus emergirem e causarem um desastre catastrófico é baixa, mas caso aconteça poderiam até mesmo atingir a população humana se tivéssemos contato direto com o permafrost ou um hospedeiro infectado.
Mais estudos ainda são necessários para saber realmente quais são os riscos desses patógenos no mundo real e passar a considerá-los em cenários climáticos futuros.

Descrição Jornalista
População em situação de rua cresce 134,1% no RN entre 2020 e 2025
08/07/2026 19:09
Fifa suspende três transfer bans do Botafogo; veja quais
08/07/2026 18:31
RN recebe novas ambulâncias, gabinetes odontológicos e micro-ônibus para transporte de pacientes
02/07/2026 06:18 122 visualizações
Sesc RN aposta em lazer e cultura com lançamento de dois grandes projetos
02/07/2026 07:23 110 visualizações
02/07/2026 04:30 107 visualizações
Vinho ou cerveja: qual é realmente mais saudável?
02/07/2026 11:56 97 visualizações
Inmet emite alerta de chuvas intensas para as 167 cidades do RN
04/07/2026 12:42 96 visualizações
02/07/2026 14:34 95 visualizações
Declaração de John Textor deixa torcida do Botafogo preocupada
04/07/2026 11:31 95 visualizações
Moraes mantém Bolsonaro em prisão domiciliar e dá 48h para ex-presidente entregar armas
04/07/2026 04:46 93 visualizações
Empresa que comprou imóvel para Jaques Wagner tem à frente ex-metalúrgico
05/07/2026 06:23 90 visualizações
Milhares de aposentados podem ter dinheiro esperando no Meu INSS; veja como consultar
06/07/2026 08:45 89 visualizações