Eleições 21/07/2021 07:20
Fábio Faria desponta como possível vice de Bolsonaro em 2022
Defesa do presidente no debate sobre a pandemia e condução do leilão 5G cacifaram o deputado federal a substituir Hamilton Mourão na chapa presidencial. Parlamentar deve se filiar ao PP, legenda controlada por caciques do Centrão

Dentre as várias pendências que precisa resolver para disputar as eleições do ano que vem, o presidente Jair Bolsonaro avalia quem será o vice da sua chapa, pois o atual, o general Hamilton Mourão, não está nos planos do chefe do Executivo para 2022.
A solução deve vir de algum dos 22 ministérios do governo. Depois de cogitar Tereza Cristina (titular da Agricultura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Damares Alves (titular da Mulher, Família e Direitos Humanos), a bola da vez é o ministro das Comunicações, Fábio Faria.
Apesar de estar há menos tempo no governo do que os outros ministros, Faria ganhou bastante prestígio com Bolsonaro. Nos últimos meses, o deputado federal licenciado tornou-se notório na defesa do presidente contra as críticas por conta da pandemia da covid-19.
Na data em que o Brasil superou a marca de 500 mil mortos pela doença, por exemplo, o ministro das Comunicações usou as redes sociais para reclamar de quem culpa o chefe do Executivo pelos números e não reconhece os esforços de Bolsonaro para tentar conter a pandemia.
Mas também joga a favor do ministro a forma como ele tem conduzido o processo de implementação da tecnologia 5G no Brasil. Faria assumiu as negociações assim que ingressou no Ministério das Comunicações e conseguiu articular estratégias para não restringir nenhuma empresa a participar do leilão, que deve acontecer em agosto.
Antes, por influência do governo dos Estados Unidos e do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, o Executivo cogitava barrar a chinesa Huawei de disputar o certame por suspeitas de que a instituição pudesse espionar o Brasil.
Faria, no entanto, descartou essa possibilidade e impôs no edital do 5G que as empresas vencedoras do leilão, além de fornecerem a tecnologia em todo o país, criem uma rede privativa ao Palácio do Planalto e aos demais órgãos que compõem a administração federal.
Na avaliação do governo, essa estratégia é capaz de contemplar os interesses tanto de norte-americanos quanto da empresa da China na disputa pelo 5G do Brasil.
Enquanto os Estados Unidos poderiam disponibilizar a tecnologia necessária para a construção de uma rede exclusiva do Executivo, a Huawei ficaria a cargo da oferta do 5G em nível comercial.
Deu em Correio Braziliense

Descrição Jornalista
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