Emoções 06/07/2026 09:18
7 emoções que nossos antepassados sentiam e nós já não temos mais

Nem sempre as pessoas sentiram as mesmas coisas que sentimos hoje. Emoções não são tão universais quanto parecem: elas mudam de acordo com o tempo, a cultura e até com as crenças de cada sociedade.
O que em algum momento foi visto como pecado, doença ou desequilíbrio espiritual, hoje pode ser diagnosticado como depressão, ansiedade ou estresse.
Há séculos, médicos, filósofos e religiosos deram nomes específicos para sentimentos que hoje já não reconhecemos.
Alguns eram restritos a contextos muito particulares, como a vida em mosteiros; outros surgiram em tempos de guerra ou foram associados a explicações científicas que já caíram em desuso.
A historiadora Sarah Chaney, da Queen Mary University de Londres, resgatou algumas dessas emoções esquecidas para mostrar como até a forma de sentir tem uma história. A lista a seguir reúne sete delas.
No século 18, não era apenas saudade: era considerada uma doença física que atingia marinheiros longe de casa. O desejo intenso de retornar podia levar a crises graves e até à morte. Só depois a palavra passou a designar lembranças afetuosas do passado.
Mais do que raiva, o frenesi medieval era um acesso de fúria explícita: gritos, agitação, violência. Impossível esconder. Diferente da concepção atual, que entende as emoções como algo controlável e interno.
O médico James Prichard criou o termo em 1835 para descrever pessoas sem sinais de transtorno mental, mas que agiam de forma errática ou criminosa. Cleptomania em mulheres da elite, por exemplo, era classificada assim.
No século 19, a hipocondria não era vista apenas como preocupação exagerada com doenças, mas como uma condição emocional ligada aos nervos. Chegou a ser considerada a versão masculina da “histeria” vitoriana.
Comum entre monges na Idade Média, reunia apatia, inquietação e vontade de abandonar a vida religiosa. Era interpretada como uma crise espiritual perigosa para os mosteiros e acabou associada ao pecado da preguiça.
Na Primeira Guerra Mundial, soldados desenvolveram sintomas como espasmos e perda de visão ou audição sem causas físicas. Primeiro atribuída a explosões, depois entendida como efeito psicológico, o que hoje chamamos de estresse pós-traumático.
Até o século 16, acreditava-se que a melancolia resultava de excesso de “bílis negra”. Seus sintomas incluíam medo extremo e delírios. O rei Carlos VI da França chegou a reforçar roupas com ferro para evitar “se quebrar”, acreditando ser feito de vidro.
Deu em Revista Fórum

Descrição Jornalista
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