Sem categoria 28/03/2013 09:37
E eu que não acreditava
Depois que o Prefeito Carlos Eduardo alugou os mesmos prédios cujos contratos na administração anterior haviam merecido uma ruidosa e paraguaia CPI na Câmara Municipal, agora transformada em sucata, achei que o assunto não merecia novos comentários.
A CPI está na lata do lixo e não se fala mais nisso.
Não vi, mas me avisaram que a vereadora Júlia Arruda, presidente da CPI, usou seu nobre horário de ontem no plenário da Câmara para contestar as críticas feitas aqui no Fator RRH.
E pela segunda vez caminhou pelo escorregadio e nem sempre tranquilo campo do ataque pessoal.
Disse – peguei a gravação no You Tube – que o titular do blog não tem “moral ” para criticar a CPI pelo fato de haver trabalhado profissionalmente na TV Ponta Negra, de propriedade da família da ex-prefeita Micarla de Sousa.
Este fato seria o agente motivador as críticas feitas à CPI.
É serena como a água de um lago que nem a vereadora e muito menos o seu mandato tem estatura para falar da minha moral.
Mas o tema é interessante, pela repetição do ataque pessoal.
Pela estranha ilação já se percebe o tipo de investigação que foi feita, agora corretamente jogada na sarjeta pelo Prefeito aliado.
Jamais pensei que o simples fato de alguém trabalhar neste ou naquele lugar fosse capaz de mexer com seus conceitos e princípios, contruídos ao longo de décadas, sem que houvesse um mínimo de avaliação crítica.
Nunca imaginei que a proximidade com outras pessoas tivesse o dom de mudar o que se pensa, forjar novas concepções que soam contrárias ao que praticou a vida inteira, sem que para isso não houvesse uma aceitação prévia da mudança.
E eu que, ao longo de 40 anos de profissão, já trabalhei em quase todos os veículos de comunicação de Natal, alguns do país – TV Globo, O Globo, Folha de São Paulo, Revista Visão, fora os 35 anos de sala de aula na UFRN, só pra citar alguns – neste tempo todo não tenho processos por calúnia, difamação, injúria ou qualquer outro tipo de agressão gratuita.
Como recebo pela segunda vez por parte da vereadora Júlia Arruda.
Trabalhar em determinado lugar, conviver com outras pessoas, compartilhar diariamente dos mesmos assuntos, atuar profissionalmente em defesa de conceitos, numa empresa ou num mandato popular, em minha santa inocência, não seriam nunca ingredientes capazes de contaminar moral de ninguém.
Como não pensava assim, não acreditava que o fato da vereadora ter passado o seu primeiro mandato e compartilhado, dividido, votado, convergido, concordado, planejado, organizado, assinado, sentado ao lado de vários colegas condenados por corrupção, inclusive bem pertinho na CPI, tivesse mudado a moral dela.

Descrição Jornalista
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