Governo Federal 22/07/2023 09:11
Governo impõe limite de armas para CACs; entenda mudanças
Decreto assinado pelo presidente Lula restringe a compra de armas por caçadores, atiradores esportivos e colecionadores, em resposta à flexibilização feita pela gestão Bolsonaro. O controle dos equipamentos passará do Exército para a Polícia Federal

O governo federal endureceu as regras para compra e uso de armas.
O decreto assinado, nesta sexta-feira, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz o número de armas que caçadores, atiradores esportivos e colecionadores (CACs) podem comprar, restringe o acesso a alguns calibres e prevê que o controle dos armamentos passará do Exército para o Polícia Federal. Também foi definido um limite de horário para funcionamento de clubes de tiro.
O decreto é o cumprimento de uma promessa de Lula, após o governo Bolsonaro flexibilizar o acesso da população a armas de fogo. As novas medidas freiam a farra de compras desses equipamentos por parte de CACs.
O limite para caçadores caiu de 30 para seis armas; atiradores esportivos, de 60 para até 16; e colecionadores, de cinco de cada modelo para uma de cada modelo. Já para o cidadão comum, passou de quatro para até duas, com comprovação de efetiva necessidade — exigência que antes não existia. Ainda pelas novas regras, pistolas de calibre 9mm, .40 e .45 voltarão a ser de uso exclusivo das forças de segurança.
Além disso, não haverá mais o chamado porte de trânsito, que permitia aos CACs andarem com a arma carregada de casa para o clube de tiro.
O transporte agora terá de ser com o equipamento desmuniciado e dependerá da emissão de uma guia de tráfego, com trajeto e duração preestabelecidos.
Outro ponto do decreto é a diminuição da validade do registro das armas: de 10 anos para cinco ou três anos, a depender do caso. Já clubes de tiro tiveram seu funcionamento regulamentado. Poderão abrir das 6h às 22h e devem ser instalados a, pelo menos, um quilômetro de escolas (veja na arte os principais pontos).
Em discurso no Palácio do Planalto, Lula frisou que o decreto desfaz a flexibilização promovida pelo então presidente Jair Bolsonaro.
“Uma coisa é um cidadão ter uma arma em casa, de proteção e garantia, porque tem gente que acha que ter arma em casa é segurança. Que a tenha, mas a gente não pode permitir que tenha um arsenal de armas na casa das pessoas”, declarou.
Segundo Lula, o governo não tem informações de que as armas vendidas foram apenas para “pessoas honestas, decentes”, já que não houve controle nos últimos anos.
“É por isso que a gente vai continuar lutando por um país desarmado. Quem tem que estar armado é a polícia brasileira, são as Forças Armadas. O que nós temos de baixar é o preço dos livros”, ressaltou.

Em coletiva de imprensa logo após o evento, o ministro Flávio Dino afirmou que o governo optou pelo caminho do “convencimento”, e não vai recolher, pelo menos em um primeiro momento, as armas que não se enquadram nas novas regras.
Até o fim do ano, será lançado um programa de recompra voluntário, com orçamento previsto de R$ 100 milhões.
“Vamos trabalhar agora nessa portaria, fixando, mais ou menos, os valores para que seja atrativa essa recompra. Os armamentos recolhidos serão destinados às polícias e às guardas municipais. É uma forma de também fortalecer a capacidade de resposta das polícias”, pontuou.
Quem tiver adquirido armas nas regras anteriores e extrapola o limite máximo estabelecido no concreto não precisará devolver, mas ficará impedido de comprar novas peças.
Dino, porém, não descartou que o governo tome medidas mais enérgicas no futuro.
“Temos um caminho progressivo e de persuasão. Podemos mudar isso mais adiante, mas não haverá essa obrigatoriedade”, enfatizou.
Questionado sobre as novas regras para clubes de tiros, o ministro explicou que tanto os estabelecimentos quanto os CACs terão a fiscalização bastante reforçada, por determinação, inclusive, do Tribunal de Contas da União (TCU).
“O que aconteceu é que tem muita atividade ilegal disfarçada nesse conjunto. Ou seja, existem, na sua imensa maioria, clubes de tiro certos, que funcionam de acordo com a lei. Mas dezenas funcionam como fachadas, por exemplo, para o tráfico de armas”, disse.
O Instituto Sou da Paz elogiou as medidas do governo. “O decreto representa mais um passo na retomada de parâmetros responsáveis e de segurança jurídica no controle de armamentos no Brasil”, afirmou, em nota.
“O Instituto Sou da Paz e o Instituto Igarapé, que trabalharam juntos para deter a política armamentista adotada pelo governo anterior — durante o qual o acervo de armas particulares dobrou para quase três milhões de unidades —, acreditam que a nova norma é fundamental para a reversão desse quadro”, acrescentou.
Deu em Correio Braziliense

Descrição Jornalista
Pix, etanol e pirataria: O que motiva novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
02/06/2026 07:35 265 visualizações
TSE divulga divisão do fundo eleitoral, e PL e PT receberão maiores fatias. Veja lista completa
04/06/2026 08:21 213 visualizações
Você não está vivendo, só sobrevivendo? 6 sinais de que você só está ‘aguentando’ os dias
03/06/2026 09:13 213 visualizações
Alcione se pronuncia sobre falha em execução do Hino Nacional: ‘Estão acabando comigo’
04/06/2026 09:08 210 visualizações
Governo do RN lança ‘Selo Azul Ambiental’ e inaugura auditório no Parque Estadual Mata da Pipa
03/06/2026 05:00 208 visualizações
Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km
03/06/2026 08:38 203 visualizações
PoderData: 52% de quem conhece Janja desaprova sua participação no governo
05/06/2026 13:10 195 visualizações
Fadiga eleitoral desafia Lula, 80, terceiro governante há mais tempo no poder no Brasil
07/06/2026 10:34 179 visualizações
Delação de Vorcaro revelou novo contrato milionário com Viviane Barci
03/06/2026 17:59 175 visualizações