Pandemia 22/12/2021 09:52
Veja as dicas da Fundação Oswaldo Cruz para se proteger da Covid durante as festas de fim de ano
Vacinação completa, preferência por espaços ventilados e higienização com álcool 70% são indispensáveis para as festividades

Depois de quase dois anos em meio à pandemia da Covid-19, muitos vão encontrar neste fim de ano familiares e amigos para matar a saudade. Apesar do cenário epidemiológico brasileiro estar mais controlado, ainda é preciso tomar alguns cuidados com o coronavírus.
Mais de 76% da população com 12 anos ou mais no país está totalmente imunizada contra a Covid. Os dados, porém, passam por um “apagão” desde o ataque hacker que tirou do ar vários sistemas do Ministério da Saúde. Alguns estados não conseguem atualizar as informações sobre a pandemia, como número de casos, óbitos e vacinados.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborou uma cartilha com recomendações para quem quer se reunir neste fim de ano com mais segurança. A principal orientação é a vacinação completa. “Estar vacinado é o melhor presente”, destaca o material.
Quem ainda não se vacinou ou não completou o esquema vacinal pode ir ao posto de saúde para receber os imunizantes o quanto antes. Dessa forma, todos os familiares ou amigos estarão mais resguardados.
A imunização com duas doses (ou dose única, no caso da Janssen), é capaz de garantir mais proteção contra formas graves da doença. A aplicação da dose de reforço também é indispensável para quem já puder recebê-la. No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é tomar a dose extra cinco meses depois da segunda dose.
“É importante sim realizar esses encontros de final de ano, realizar essas festividades, o discurso da gente não é no sentido ‘Não façam, não celebrem”, explica a pesquisadora do Observatório Covid-19, Margareth Portela. “Mas tomem os cuidados que são necessários para, de alguma forma, pra mitigar quaisquer riscos de transmissão.”
“Tudo que a gente não quer é que as festas de família, as festas entre amigos, gerem casos de Covid-19 e gerem tristeza posteriormente”, lembra.
Veja as principais dicas dos especialistas da Fiocruz para os encontros no fim de ano:
O vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, é caracterizado pela transmissão aerossol. Ou seja, permanece suspenso no ar em pequenas gotículas respiratórias. Por isso, o uso de máscaras com boa vedação e a preferência por espaços ventilados é importante.
“É importante dimensionar, se eu tenho um espaço muito pequeno não dá pra eu botar 10, 15 pessoas”, explica Margareth. A Fiocruz recomenda a escolha de locais compatíveis com a quantidade de pessoas convidadas, para não gerar aglomeração. Espaços ventilados são mais seguros. Se não for possível, o melhor é abrir as janelas e usar ventiladores, em vez de ar condicionado.
Pessoas com saúde mais fragilizada ou que ainda não se vacinaram, como idosos, imunossuprimidos ou crianças, devem ficar em espaços onde a circulação de ar é maior. Separar os grupos em diferentes mesas também é uma alternativa.
“Pode ser, por exemplo, às vezes numa família maior, os pequenos grupos familiares irem em cada hora, terem os seus momentos diferentes de se servirem. São arranjos que podem ser feitos, no sentido de minimizar esse risco de alguma forma de contágio”, diz a pesquisadora.
É importante oferecer álcool em gel para os presentes logo na entrada, e também em outros ambientes. Ao invés de toalhas de pano, normalmente utilizadas por muitas pessoas em locais como mãos e rosto, a sugestão é o uso de toalhas descartáveis, de papel.

Descrição Jornalista
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