Trump acusa China de interferir na eleição de 2020 - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Eleições 17/07/2026 10:59

Trump acusa China de interferir na eleição de 2020

Trump acusa China de interferir na eleição de 2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a eleição presidencial de 2020 foi manipulada e que o governo chinês interferiu no resultado do pleito.

Em discurso em horário nobre, transmitido da Casa Branca, o republicano anunciou a desclassificação de documentos que, segundo ele, reforçam suspeitas sobre a integridade do processo eleitoral. Trump afirmou categoricamente que o sistema de votação americano é vulnerável.

Segundo Trump, a China obteve ilegalmente registros de 220 milhões de eleitores americanos, incluindo nomes, informações de contato, preferências partidárias e “outros dados sensíveis”.

Entre os documentos divulgados pela Casa Branca está uma análise produzida pela CIA no mês passado. Parte do material também reúne entrevistas conduzidas pelo FBI com uma organização responsável pelo cadastramento de eleitores em Muskegon, cidade localizada no oeste do estado de Michigan.

Nos depoimentos, ex-funcionários afirmam que eram incentivados a inserir informações falsas nos formulários de registro eleitoral para cumprir metas e receber pagamentos.

Interferência chinesa?

Após perder a eleição de 2020 para Joe Biden, Trump e seus aliados passaram a questionar a integridade do processo eleitoral, alegando, sem apresentar evidências aceitas pelas autoridades e pelos tribunais, que o pleito teria sido marcado por fraude generalizada.

Entre as alegações feitas pelo republicano estava a de que a China teria invadido as urnas eletrônicas por meio de termostatos conectados à internet. Aliados de Trump também difundiram a teoria de que satélites italianos teriam sido usados para manipular votos.

“A China trabalhou para produzir cédulas eleitorais favoráveis a Joe Biden. Essas são informações que recebo e que me foram relatadas”, afirmou Trump durante o discurso.

Alguns dos principais integrantes do primeiro governo Trump, entre eles o então procurador-geral William Barr, afirmaram na época que não encontraram evidências de fraude eleitoral generalizada capaz de alterar o resultado da eleição.

Smartmatic e Venezuela

Outra análise desclassificada pela Casa Branca avaliou informações coletadas ao longo de quase duas décadas sobre a capacidade do regime venezuelano de fraudar eleições por meio de sistemas de votação eletrônica.

O relatório concluiu que as autoridades venezuelanas possuíam “alguma capacidade de manipular sistemas de votação eletrônica” para influenciar resultados eleitorais.

No entanto, o documento ressalta que não há provas definitivas de que a tecnologia — desenvolvida principalmente pela empresa Smartmatic — tenha sido utilizada para promover “fraude eletrônica em larga escala” na Venezuela.

A análise também concluiu que o governo venezuelano não possuía capacidade para fraudar eleições em outros países.

Deu em O Antagonista

Ricardo Rosado de Holanda
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