Presidente americano comenta polêmicas de entrada nos EUA durante o Mundial e diz trabalhar para garantir que ‘as pessoas certas’ ingressem no território
O capitão da seleção iraniana, Mehdi Taremi, fez duras críticas ao país anfitrião na manhã desta quarta-feira, 10, acusando os Estados Unidos de terem gerado “tensão” no torneio.
Na avaliação do jogador, o “clima de amizade” típico das Copas do Mundo não está presente nesta edição. No mesmo dia, a ONU solicitou que os EUA “repensem profundamente” a política migratória enquanto o Mundial estiver em andamento.
Diante de uma série de episódios controversos — como o impedimento de entrada do árbitro Omar Artan, da Somália, as revistas rigorosas aplicadas à delegação de Senegal e a negativa de vistos ao Irã —, Donald Trump se pronunciou sobre o tema em conversa com jornalistas no poder Executivo.
Ao ser questionado diretamente sobre as polêmicas envolvendo a concessão de vistos e o acesso ao território americano, o presidente foi categórico. “Estamos trabalhando atentamente para ter certeza de que as pessoas certas entrem no país”, afirmou.
Trump exalta números do torneio e cita conversa com presidente da Fifa
Apesar das controvérsias, o mandatário americano demonstrou entusiasmo com os resultados comerciais do evento. “É a Copa do Mundo mais bem sucedida que eles já tiveram”, declarou Trump. “Eles (Fifa) nunca venderam ingressos nesse nível, tão rapidamente”, complementou.
No entanto, os dados oficiais revelam um cenário diferente do otimismo presidencial. Cerca de 180 mil ingressos ainda estão à disposição na plataforma oficial de revenda da Copa do Mundo de 2026, abrangendo 87 dos 104 jogos programados para o torneio.
Trump também mencionou ter conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na manhã daquele dia. “Eu falei com Gianni pela manhã. Ele disse que nunca aconteceu nada parecido com o que está acontecendo”, relatou o presidente americano.
Esta é a primeira vez que uma Copa do Mundo acontece nos Estados Unidos com o Partido Republicano no comando do país. Na edição anterior realizada em solo americano, em 1994, o democrata Bill Clinton ocupava a Casa Branca.
Desde que retornou ao poder — após seu primeiro mandato, de 2017 a 2021 —, Trump implementou políticas migratórias e de ingresso no país significativamente mais rígidas. Essas restrições acabaram se estendendo ao maior evento do futebol mundial, gerando uma sequência de incidentes diplomáticos que marcam esta edição do torneio.
Deu em ContraFatos

