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Bancos 01/01/2026 13:36

Banco Central aponta fraudes do Master em operações com gestora ligada a investigação do PCC

Banco Central aponta fraudes do Master em operações com gestora ligada a investigação do PCC

 informou ao Tribunal de Contas da União que acionou o Ministério Público Federal ao identificar indícios de fraudes em operações realizadas entre o Banco Master e fundos administrados pela Reag Trust.

A gestora é alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que apura conexões entre o setor de combustíveis, instituições financeiras e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As informações constam em um relatório detalhado elaborado pelo Banco Central e encaminhado ao TCU.

O documento aponta que, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master e a Reag realizaram operações que somaram R$ 11,5 bilhões, sem observância de normas do Sistema Financeiro Nacional, incluindo transações envolvendo dois fundos ligados à gestora.

Segunda comunicação ao MPF

Esta é a segunda vez que o Banco Central comunica o MPF sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. A primeira ocorreu após a identificação da revenda de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados inexistentes ao Banco de Brasília.

No relatório enviado ao TCU, o BC também relatou falhas na gestão de capital, ausência de garantias e problemas de liquidez, fatores que contribuíram para o agravamento da crise da instituição. Essas constatações levaram à abertura de processos administrativos sancionadores, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo.

Suspeita de uso de “laranjas” e dispersão de recursos

Fontes próximas à investigação interna do Banco Central indicam que fundos administrados pela Reag Trust teriam sido possivelmente utilizados para dispersar recursos em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Entre os veículos citados estão o Bravo 95 Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado e o D Mais Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.

Outras suspeitas recaem sobre a realocação desses recursos durante tentativas de venda do Banco Master ao Banco de Brasília. Em 17 de novembro, o Banco Central voltou a acionar o MPF, apontando indícios de gestão fraudulenta e desvio de recursos, com operações que revelaram deficiências graves de administração e de diversificação financeira.

Atuação do TCU e depoimentos à Polícia Federal

Paralelamente, o TCU conduz um processo para apurar possíveis falhas e omissões do Banco Central no caso do Banco Master.

Segundo fontes do tribunal de contas ouvidas pela Folha de S.Paulo, há debate interno sobre os limites de atuação do TCU para eventualmente reverter a liquidação do banco, decretada pelo BC em novembro passado, diante de divergências sobre o alcance do poder do órgão.

Nesta terça-feira, 30, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central Ailton de Aquino prestaram depoimento à Polícia Federal. Vorcaro e Costa participaram de uma acareação, motivada por divergências em seus relatos.

Os depoimentos ocorreram na sede do  Tribunal Federal, com acompanhamento de um representante do Ministério Público e de um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, responsável pelas investigações relacionadas ao Banco Master. O processo tramita sob sigilo, e, desde o início de dezembro, todas as medidas dependem de autorização do ministro.

Deu ContraFatos
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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