Ato na Paulista testa poder de mobilização de Bolsonaro com anistia - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – Restituição Silidária – 2004 a 1905

Anistia 05/04/2025 11:06

Ato na Paulista testa poder de mobilização de Bolsonaro com anistia

Ato na Paulista testa poder de mobilização de Bolsonaro com anistia

Após adesão abaixo do esperado em Copacabana, no Rio de Janeiro, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que o ato pró-anistia aos presos pelo 8 de Janeiro, convocado para acontecer na Avenida Paulista neste domingo (6/4), servirá como termômetro para a realização de novas mobilizações pelo mesmo tema nos próximos meses.

O evento é tratado também como teste para medir a capacidade do líder da direita em ainda levar multidões às ruas, mesmo após ele e outros sete aliados terem se tornado réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado.

Seguindo bolsonaristas ouvidos pelo Metrópoles, o eventual sucesso de público na Paulista dará mais segurança para a realização de outras agendas do ex-presidente em diferentes regiões do país.

A avaliação é de que insistir na convocação de atos com baixa adesão pode ser um “tiro no pé” e evidenciaria a perda de apoio popular ao ex-presidente após o avanço das investigações sobre a trama golpista.

“Tinha final de Fla-Flu e a gente não pôde fazer à tarde. E tivemos que fazer de manhã, o que é um pouco mais difícil aqui no Rio”, afirmou o pastor ao Metrópoles.

Segundo levantamento do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), cerca de 18 mil pessoas estiveram presentes no ato em Copacabana. O número destoou da estimativa feita pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que apontou 400 mil pessoas no local.

Para o pesquisador da USP e membro do Cebrap, Pablo Ortellado, ainda não é possível dizer que a adesão abaixo do esperado no Rio de Janeiro signifique perda de tração popular de Bolsonaro. Ele avalia que a falta de coordenação para a convocação do ato pode ter contribuído.

“Processos de mobilização têm oscilações. Pode estar acontecendo [uma desmobilização], mas precisamos ver alguns episódios de mobilização baixa começar a formar esse juízo. Acredito que Bolsonaro quer corrigir os erros de convocação da manifestação de Copacabana e mostrar que segue capaz de mobilizar grande quantidade de pessoas”, avalia Ortellado.

Após o ato na Paulista, o ex-presidente deve viajar no próximo dia 10 para o Rio Grande do Norte.

Segundo o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que tem acompanhado Bolsonaro em viagens, o ex-presidente deve aterrissar no aeroporto de Natal e viajar até Pau dos Ferros, a 391 km da capital potiguar.

O plano é participar de agendas políticas de pré-campanha do Rogério Marinho (PL) ao governo do estado.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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