Água 20/03/2025 06:53
“Eu acreditava que era possível fazer”, diz Lula na inauguração da barragem de Oiticica

“Muita gente acreditava que não era possível fazer, e eu acreditava que era possível fazer. Porque isso é a redenção de um povo que, durante 300 anos, padeceu por falta d’água, por conta da seca”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a inauguração do Complexo Oiticica, em Jurucutu, município do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira, 19 de março.
Para Lula, a obra, que beneficia o sertão do Seridó e está inserida no contexto do programa Água para Todos, salva do sofrimento 12 milhões de nordestinos que moram no semiárido do país.
“Eu sempre dizia que a seca é um fenômeno da natureza, mas a morte de animais e de gente era por conta da irresponsabilidade de quem governava esse país. Porque a gente tinha condição de fazer, e nós provamos. Não só porque foi feito um canal grande, mas porque esse canal faz jorrar água pelo estado da Paraíba, pelo estado do Rio Grande do Norte, por uma parte do Pernambuco, pelo estado do Ceará e pelo estado da Bahia”, afirmou o presidente.
Muita gente acreditava que não era possível fazer, e eu acreditava que era possível fazer. Porque isso é a redenção de um povo que, durante 300 anos, padeceu por falta d’água, padeceu por conta da seca”
Luiz Inácio Lula da Silva,
presidente da República
A barragem integra o Complexo Hidrossocial Oiticica, que contempla outros equipamentos e projetos, como agrovilas e a comunidade Nova Barra de Santana.
O empreendimento integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) e terá a capacidade de reservatório ampliada em quase dez vezes. Saltará de 75,56 milhões de metros cúbicos para 742 milhões.
Desde o começo da construção da barragem, em 2013, R$765 milhões foram repassados pelo Governo Federal, sendo R$163,1 milhões desde o início da atual gestão, por meio do Novo PAC.
“A barragem de Oiticica, além da água do rio Piranhas, vai receber a água do eixo norte do Pisf. Garantir sustentabilidade hídrica a todos os municípios da região do Seridó, mas também controlar cheias, abastecer milhares de pessoas, além dos animais, e garantir que, se for necessário, o atendimento a até 2 milhões de pessoas. A barragem vai estar preparada para isso”, ressaltou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
Segundo ele, a obra garantirá produção de energia, expansão da piscicultura e exploração do turismo. “Oiticica vem para garantir segurança hídrica às pessoas, garantir que as pessoas que empreendem possam gerar renda e produzir alimentos e também explorar várias outras possibilidades”, definiu.
GESTÃO PÚBLICA — A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, registrou que a construção da barragem se apresenta como uma boa experiência de gestão pública.
“Hoje estamos aqui celebrando uma barragem, esse complexo que significa vida, desenvolvimento, dignidade para gerações presentes e gerações futuras. Celebrar uma conquista deste tamanho é, sobretudo, fazer uma homenagem aos nossos antepassados, às mães que sofreram tanto no passado com o flagelo da seca, e homenagear o presente, as gerações presentes, dizendo exatamente a essa geração que o futuro já começou”, pontuou.
ADUTORA — Durante o evento, foi assinada a autorização de contratação para construção da Adutora do Agreste Potiguar.
É um sistema de abastecimento de água projetado para atender 38 municípios da região Agreste do Rio Grande do Norte, captando água do Rio Guajú para ser distribuída por meio de uma rede de 170,9 km de extensão. O projeto, que tem vazão total de 890 litros por segundo, visa integrar três sistemas adutores intermunicipais para garantir maior segurança hídrica à população, com investimento de R$448,46 milhões.
O prazo para execução da obra é de cinco anos. “Esse complexo de obras da transposição do São Francisco está entre as maiores obras de abastecimento de água e hídricas do planeta. E vamos seguir construindo água para todos. Porque água é vida, água é desenvolvimento, água é emprego.
E água é melhoria do povo, da qualidade de vida do povo nordestino”, apontou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao resumir que a obra vai promover melhoria das condições sanitárias e a amenização dos problemas sociais causados pela seca.
Fonte e foto: Assessoria

Descrição Jornalista
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