Crime organizado 30/07/2026 13:30
Como PCC e CV clonaram programas do Governo Lula para faturar milhões

A audácia das duas maiores organizações criminosas do país ultrapassou, há tempos, as fronteiras do tráfico de armas e drogas.
Uma recente auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estruturaram complexa rede de fraudes digitais para extrair dinheiro diretamente do bolso dos brasileiros.
A estratégia utiliza como “isca” os próprios programas sociais do governo federal, como o Desenrola Brasil.
A auditoria do tribunal revelou raios X detalhado da operação cibernética entre os dias 10 e 21 de janeiro de 2025, período em que os auditores identificaram e analisaram 1.770 anúncios fraudulentos.
A engrenagem criminosa se aproveitou da vulnerabilidade financeira das vítimas e até de recentes mudanças nas regras de envio de dados de transações Pix à Receita Federal para criar falsa sensação de urgência.
Além disso, os criminosos usaram recursos de Inteligência Artificial para manipular a imagem e a voz de lideranças políticas, simulando anúncios reais sobre benefícios públicos, acompanhados de fotos sugestivas, como pessoas em longas filas de bancos, para induzir o cidadão a buscar facilidades digitais.
Os alvos foram cirurgicamente escolhidos entre os principais programas da gestão federal. No caso do Desenrola Brasil, cujas fraudes circularam ao menos desde 7 de julho de 2024, as peças prometiam “limpar o nome” e resolver a situação financeira de inadimplentes, fazendo com que a vítima informasse dados pessoais e pagasse taxas via Pix.
Já no Voa Brasil, alvo de golpes desde 25 de julho de 2024, logo após seu lançamento oficial, os criminosos mobilizavam aposentados do INSS a fazerem falsas consultas de elegibilidade e a comprarem passagens aéreas inexistentes. O esquema ainda englobava falsos anúncios sobre valores a receber e serviços do Banco Central.
O relatório do TCU faz alerta crítico do impacto social e da perversidade dessa modalidade criminosa. O público-alvo dos programas clonados é composto prioritariamente por aposentados e famílias de orçamento restrito, parcelas da população com menor letramento digital e maior necessidade de acessar serviços estatais.
Ao caírem no conto da renegociação de dívidas ou da passagem acessível, as vítimas não apenas fornecem seus dados pessoais para redes de clonagem de cartões e fraudes no WhatsApp, como transferem economias inteiras via Pix diretamente para as contas bancárias operadas pelo narcotráfico.
A migração de braços do PCC e do CV para o ecossistema de golpes digitais demonstra a rápida capacidade de adaptação do crime organizado, que agora usa a infraestrutura da internet e a imagem do próprio Estado para financiar suas operações.
Deu em Metrópoles

Descrição Jornalista
04/11/2026 06:37 97 visualizações
Anvisa aprova Wegovy em comprimido, 1ª versão oral das canetas emagrecedoras
05/11/2026 06:15 92 visualizações
05/11/2026 04:55 85 visualizações
Natal receberá encontro de médicos católicos para refletir sobre fé, vocação e missão na medicina
03/11/2026 13:04 85 visualizações
Risco de rebaixamento do Botafogo no Brasileirão aumenta para até 8,73% após 33ª rodada
02/11/2026 06:52 83 visualizações
02/11/2026 09:34 83 visualizações
Vorcaro aciona Comissão Interamericana de Direitos Humanos para deixar prisão
02/11/2026 14:19 82 visualizações
“Parabéns aos democratas”: como Trump reagiu às derrotas nas Midterms
04/11/2026 04:38 81 visualizações
Botafogo x Atlético-MG: onde assistir, escalações, desfalques, pendurados e arbitragem
04/11/2026 05:33 81 visualizações
Brasil registra 18,5 mil mortes por câncer de próstata em um ano
02/11/2026 11:58 81 visualizações