Uncategorized 15/02/2025 12:21
Cratera na Sibéria está preocupando especialistas; mais que triplicou de tamanho nos últimos anos e libera enorme quantidade de CO₂
Cratera Batagay, na Sibéria, cresce rapidamente e libera 5 mil toneladas de CO₂ ao ano, alertando sobre o impacto do aquecimento global

Uma cratera gigante com formato de arraia continua crescendo na Sibéria. Apesar da aparência assustadora, ele não é sinal de algum perigo sobrenatural, mas sim de uma ameaça bem real: o aquecimento global.
A Cratera Batagay aumentou de tamanho de forma alarmante nas últimas três décadas. Imagens de satélite, divulgadas pelo Serviço Geológico dos EUA, mostram que a estrutura mais que triplicou desde 1991.
Segundo um estudo publicado em 15 de junho de 2024 na revista Geomorphology, o poço cresce a uma taxa de um milhão de metros cúbicos por ano. Visto de cima, lembra o contorno de uma criatura, mas é o resultado de processos naturais acelerados pelas mudanças climáticas.
A cratera é formada pelo degelo do permafrost — um tipo de solo congelado que, em teoria, deveria permanecer assim permanentemente. O termo, derivado do inglês “geada permanente”, descreve um solo rico em matéria orgânica, como restos de plantas e animais presos há milhares de anos.
Contudo, o aquecimento global está derretendo esse solo, provocando penetração e alargando o poço. O site ScienceAlert, em matéria reproduzida pelo Business Insider, explica que o derretimento faz com que as bordas da cratera desabem, ampliando a cavidade ano após ano.

Além de transformar a paisagem local, o derretimento do permafrost tem uma consequência muito mais preocupante: a liberação de gases do efeito estufa.
Quando a matéria orgânica congelada começa a se decompor, ela libera dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄), dois dos principais responsáveis pelo aquecimento global.
É um ciclo vicioso. O derretimento libera mais gases, que aquecem ainda mais a atmosfera, acelerando o degelo. Esse processo é considerado um “ponto de não retorno” por muitos especialistas em clima.
De acordo com uma pesquisa publicada em junho de 2024, a Cratera Batagay emite cerca de 5.000 toneladas de CO₂ por ano. O portal ScienceAlert compara esse volume de pegada de carbono de aproximadamente 2.000 residências nos Estados Unidos durante o mesmo período.
Hoje, o permafrost cobre cerca de 15% do Hemisfério Norte. Caso seja completamente derrubado, a quantidade de CO₂ liberada seria gigantesca, intensificando o aquecimento global em níveis sem precedentes.
Para especialistas, esse cenário pede medidas urgentes para conter o aumento das temperaturas globais. Caso contrário, eventos como o crescimento da Cratera Batagay se tornarão mais comuns — e com consequências cada vez mais graves para o planeta.
Deu em Science & Vie.

Descrição Jornalista
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