FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Governo Federal 12/02/2025 04:39

Governo Lula quer argumentar com Trump que tarifa sobre aço brasileiro vai prejudicar as indústrias americanas

Integrantes da gestão brasileiro veem pequeno espaço para negociar exceções

Governo Lula quer argumentar com Trump que tarifa sobre aço brasileiro vai prejudicar as indústrias americanas

Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trumptornar oficial a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio de todos os países, integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em uma avaliação preliminar, acreditam que há pequeno espaço para uma negociação que permita o uso de cotas ou exceções.

Por isso, em contatos a serem feitos com autoridades americanas, o Brasil usará como argumento que as exportações brasileiras são, principalmente, de matérias-primas, que ficarão mais caras para as indústrias americanas.

O próprio Trump já sinalizou que não concorda com exceções, por considerar que não costumam funcionar.

Nesta terça-feira, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil não entrará em “guerra comercial” por conta das tarifas.

Nos bastidores, a informação é que tudo está sobre a mesa em uma negociação com Washington além da criação de cotas que permitiriam ao Brasil vender determinadas quantidades dos produtos sem sobretaxa: a reciprocidade em relação ao aço e ao alumínio americano, a elevação de tarifas sobre uma lista de itens importados dos EUA e, na falta de um acordo, uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A expectativa é que, ainda nesta semana, seja elaborada uma estratégia comum do governo brasileiro diante do impasse. Itamaraty e os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estão envolvidos nessas discussões.

Em seu primeiro mandato, o presidente dos EUA decidiu aplicar tarifas adicionais de 25% e 10%, respectivamente, sobre o aço e o alumínio. Contudo, graças à pressão de empresários americanos, o Brasil foi excluído e entrou em um regime de cotas. O governo brasileiro espera que esse posicionamento das indústrias daquele país se repita.

Em 2024, os EUA importaram 6 milhões de toneladas de aço do Canadá. O Brasil ficou em segundo lugar, com a venda de 4,1 milhões de toneladas, seguido pelo México, com 3,2 milhões.

Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, disse que é preciso ter calma.

— A indústria americana, em algum momento, vai ter que comprar aço de alguém, ou negociando cotas ou com quem tenha menos conflitos. A atividade comercial tem que ser pragmática. É importante ter muita calma nesta hora — afirmou.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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