FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Eleições 29/07/2024 05:10

Eleição polêmica na Venezuela

A líder da oposição, María Corina Machado, contestou o resultado divulgado pelo órgão eleitoral da Venezuela.

Eleição polêmica na Venezuela

A Venezuela viveu um processo eleitoral polêmico e muito criticado por opositores e pela comunidade internacional. González era o favorito nas pesquisas eleitorais.

Nicolás Maduro é herdeiro político de Hugo Chávez e tem 61 anos. Ele começou sua carreira política como sindicalista que representava os motoristas de ônibus do metrô e, mais tarde, participou da campanha vitoriosa de Chávez em 1998.

Maduro foi eleito presidente da Venezuela em 2013, após substituir Chávez, que estava doente e morreu naquele ano. Considerando os dois presidentes, são mais de 20 anos de chavismo no poder. O mandato presidencial na Venezuela é de seis anos.

Oposição questiona resultado

A líder da oposição, María Corina Machado, contestou o resultado divulgado pelo órgão eleitoral da Venezuela.

Ela assegurou que o candidato da Plataforma Unitária Democrática (PUD) venceu o pleito com cerca de 70% dos votos. A líder pediu que fiscais continuem exigindo as atas impressas nas zonas eleitorais do país.

“Queremos uma Venezuela livre, nossa luta continua”, disse Machado durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (29/7)

Comunidade internacional pede transparência

Minutos após a divulgação do resultado, algumas lideranças usaram as redes sociais para se pronunciar sobre a reeleição de Maduro, que voltou a cobrar que nenhum país interfira nos assuntos internos da Venezuela.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, disse que o resultado da votação é difícil de acreditar, e exigiu transparência.

“Do Chile não reconheceremos nenhum resultado que não seja verificável”, escreveu no X, antigo Twitter.

Luis Lacalle Pou chamou a reeleição de Maduro de “um segredo aberto”, e também disse que não pretende reconhecer o resultado.

“Assim não! Foi um segredo aberto. Eles iriam ‘vencer’ independentemente dos resultados reais”, disse o presidente do Uruguai.

“O processo até o dia das eleições e a contagem foi claramente falho. Não se pode reconhecer um triunfo se não confiarmos na forma e nos mecanismo utilizados para alcançá-los”.

Já o presidente da Colômbia, Iván Duque, chamou a vitória do líder chavista de “roubo consumado”.

“O roubo foi consumado: o tirano Nicolás Maduro cometeu fraude eleitoral para se perpetuar no poder, ignorando o apoio massivo do povo venezuelano à heroica resistência democrática liderada por María Corina Machado e Edmundo González”, escreveu no X.

Críticas durante eleições

Durante o final de semana, a coalizão Plataforma Unitária Democrática (PUD) orientou os eleitores a acompanharem a contagem dos votos presencialmente nos centros de votação. Muitos compareceram.

Durante as eleições, Maduro chocou ao prever “banho de sangue” e “guerra civil” no caso de sua derrota. Ele acabou mudando o discurso no dia da votação, prometendo que reconheceria o resultado.

Antes da oficialização da candidatura de González, outras duas candidatas do PUD foram impedidas de se candidatar.

Líder da oposição, María Corina foi barrada pela Controladoria-Geral do governo de Maduro, que alegou problemas administrativos na época em que ela foi deputada, entre 2011 e 2014.

Já a política Corina Yoris foi impedida após erro no sistema de internet para inserir candidaturas.

Deu em Metrópooles

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista