Aura Minerals já vale mais que a Gerdau, Usiminas, Ternium ou CSN - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Empresas 17/04/2026 18:39

Aura Minerals já vale mais que a Gerdau, Usiminas, Ternium ou CSN

Aura Minerals já vale mais que a Gerdau, Usiminas, Ternium ou CSN

A Aura Minerals já vale mais na Nasdaq do que gigantes da siderurgia, como a Ternium, Gerdau, CSN e Usiminas — um reflexo do momento distinto dos dois setores e da alta brutal da mineradora de ouro nos últimos 12 meses.

A constatação foi feita pelo analista Leonardo Correa, do BTG, que tem recomendação de ‘compra’ para a empresa, com preço alvo de US$ 122, um upside potencial de cerca de 15% sobre o preço de tela.

Das siderúrgicas, o único ‘buy’ do BTG é a Ternium, com as outras três em recomendação ‘neutra’.

A mineradora de Paulo Brito já vale US$ 9 bilhões na Bolsa, mais do que os US$ 8,5 bilhões da Ternium, os US$ 8 bi da Gerdau, os US$ 1,8 bi da CSN e os US$ 1,7 bi da Usiminas.

A Aura valorizou impressionantes 91% desde o início deste ano e 386% nos últimos doze meses, levando muitos a acreditar que o ciclo de alta já se exauriu.

“A realidade é que o valuation da Aura parece caro em virtualmente qualquer métrica de curto prazo,” escreveu Correa.

“Considerando os números de 2026, vemos a ação negociando a 8,1x EBITDA, com um free cash flow de 3%. Mesmo um dividend y (…)

Ainda assim, diz o BTG, ainda há um crescimento significativo pela frente, com a produção da Aura devendo atingir cerca de 600 mil onças até 2030, comparado com as 368 mil onças este ano.

Correa diz ainda que não se pode descartar novos M&As no médio prazo, o que poderia levar a empresa a atingir mais rapidamente sua ambição de longo prazo, de se tornar uma produtora de 1 milhão de onças.

“A perspectiva direcional para a empresa permanece construtiva, apesar da valorização mais elevada no curto prazo. Nesse contexto, acreditamos ser razoável assumir um múltiplo P/NAV de 1,1x em nosso modelo.”

Correa disse ainda que quase um ano depois da Aura se listar na Nasdaq, ela já entregou boa parte das opcionalidades que ele havia listado na época da oferta — mas novas opcionalidades surgiram.

“Primeiro, esperamos que a Aura seja incluída em índices relevantes no curto e médio prazo, particularmente o GDX, o que deve aumentar ainda mais a liquidez e visibilidade,” disse o analista.

A empresa iniciou há pouco tempo a exploração de ouro no Seridó potiguar, mais precisamnte em Currais Novos.

Deu em Journal Brazil

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista