Saúde 14/07/2026 07:52
Intoxicação: casos de ciguatera disparam no RN e Saúde faz alerta

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) registrou um aumento de 60,2% nos casos de ciguatera no primeiro semestre de 2026, em comparação com todo o ano de 2025. Até 11 de junho, o estado contabilizou 141 ocorrências da doença, contra 88 no ano passado.
👉 A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por uma neurotoxina chamada ciguatoxina.
Segundo a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), a substância é invisível, não altera cor, sabor ou cheiro do peixe e não é eliminada por processos tradicionais. A toxina permanece ativa mesmo após o cozimento, congelamento ou salga do alimento.
Desde 2022, o Rio Grande do Norte soma 259 casos notificados, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos registrados. Desse total, 113 infecções foram confirmadas. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O mapeamento da Sesap aponta que a maioria das intoxicações (64%) ocorre após o consumo do peixe em ambiente doméstico. Restaurantes e estabelecimentos comerciais respondem por 36% dos episódios.
A Sesap alerta que a espécie Bicuda (ou Barracuda) é a principal transmissora da toxina no estado, responsável por 45,13% dos casos confirmados. Na sequência, aparecem a Arabaiana, o Dourado, a Cioba, a Pescada Branca, o Galo do Alto, o Pargo e o Sirigado (ou Robalo).
O perfil das vítimas mostra que as mulheres são as mais afetadas, representando 59,3% dos registros. A faixa etária com maior incidência é a de adultos entre 20 e 59 anos (61,95%), seguida por pessoas com 60 anos ou mais (23,9%).
A capital, Natal, concentra mais da metade das notificações do estado (52,21%). Em seguida, aparecem os municípios de Touros, Ceará-Mirim, Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz.
Os primeiros sinais da ciguatera são gastrointestinais, como dores abdominais, enjoos, vômitos e diarreia, que podem surgir de poucos minutos a 48 horas após o consumo do peixe.
No entanto, os sintomas neurológicos são os mais prevalentes e duradouros, podendo permanecer por anos. Os pacientes relatam coceira intensa, dor no corpo, sensação de gosto metálico na boca, dormência na língua e nas extremidades, além de inversão térmica — alteração sensorial em que o toque quente parece frio e vice-versa. Fadiga, fraqueza, tontura e dor de cabeça também são comuns.
Casos mais graves podem apresentar evolução cardiovascular, com episódios de pressão baixa (hipotensão) e batimentos cardíacos lentos (bradicardia).
As principais recomendações da Sesap à população são:
Deu em G1/RN

Descrição Jornalista
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