História 24/01/2025 13:10
Trump quebra sigilo sobre assassinatos de Martin Luther King e John F. Kennedy: ‘Tudo será revelado’
Em prazo pré-estabelecido, a Diretoria de Inteligência e a Advocacia Geral dos EUA deverão estabelecer plano para divulgação dos documentos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou, nesta quinta-feira, 23, a quebra do sigilo de documentos confidenciais sobre as mortes de Martin Luther King, do ex-presidente John F. Kennedy e de seu irmão e ex-procurador-geral dos EUA, Robert F. Kennedy.
“Muita gente espera por isso há anos, décadas. Tudo será revelado”, disse Trump, enquanto assinava a ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em um vídeo publicado nesta quinta na rede social Truth.
A decisão, publicada no portal da sede do Poder Executivo estadunidense, justifica que as famílias dos políticos norte-americanos mortos, bem como o povo norte-americano, ‘merecem transparência e a verdade’. “É de interesse nacional que os registros desses assassinatos sejam divulgados o quanto antes”.
A medida parte do Ato da Coleção de Registros do Assassinato do Presidente John F. Kennedy, assinado em 1992 e que previa a liberação dos documentos sobre o caso até outubro de 2017 — prazo que poderia ser prorrogado pela Presidência por recomendação das agências de segurança dos EUA.
Em seu primeiro mandato, Trump acatou a recomendação e manteve o sigilo sobre a documentação, assim como Joe Biden o fez, entre 2021 e janeiro de 2025. Agora, o republicano considerou que o fim da confidencialidade está ‘atrasada há tempos’.
Além das investigações sobre a morte do presidente, assassinado em 1963, Trump também decidiu pela liberação dos documentos sobre os assassinatos de Robert F. Kennedy e Martin Luther King Jr, ambos mortos em 1968.
A diretiva prevê que, no caso de John F. Kennedy, a Diretoria Nacional de Inteligência e a Advocacia-Geral, em conjunto com a Secretaria Presidencial para Assuntos de Segurança Nacional e o Conselho Presidencial, tracem um plano para liberação dos documentos em até 15 dias.
Nos casos de Robert F. Kennedy e Martin Luther King Jr, o prazo é de 45 dias.
O presidente Kennedy foi morto durante uma visita política à cidade de Dallas, no Texas, pouco antes de iniciar a campanha à reeleição, em 22 de novembro de 1963. Enquanto desfilava em um carro aberto, o chefe do Executivo foi alvo de dois tiros e morreu no local.
Martin Luther King, reconhecido líder político na luta pelos direitos civis, morreu aos 39 anos após ser baleado no rosto em uma hospedagem em Memphis, no Tennessee, em 4 de abril de 1968.
Já o então senador Robert F. Kennedy, irmão do presidente morto, foi baleado com dois tiros no Ambassador Hotel, em Los Angeles, na Califórnia, em 5 de junho de 1968.
Deu em Portal Terra

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