Política 26/11/2025 05:10
Quanto tempo Bolsonaro pode ficar preso em regime fechado? Entenda

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado na ação que investigou um plano de golpe de Estado. A ação foi concluída nesta terça-feira (25), com a decretação do trânsito em julgado, quando não cabe mais recursos.
Apesar do tempo de pena, especialistas ouvidos pela CNN Brasil afirmam que ele pode cumprir entre cinco e sete anos no regime fechado, dependendo do cálculo aplicado.
Pela Lei de Execução Penal, condenados primários, como Bolsonaro, podem progredir de regime prisional, ou seja, passar de um regime mais severo para um mais brando, após cumprir fração mínima da pena, que varia conforme o tipo de crime. Nos delitos sem violência ou grave ameaça, a exigência é de 16% do total. Já para crimes com violência ou grave ameaça, a fração sobe para 25%.
Bolsonaro foi condenado por:
Como parte dos crimes envolve violência e parte não, criminalistas estimam que a progressão deve exigir entre 20% e 25% da pena total.
Para Conrado Gontijo, doutor em Direito Penal pela USP (Universidade de São Paulo), o cálculo pode gerar debate jurídico, mas há entendimento de que as frações devem ser aplicadas individualmente a cada crime. Além da parte objetiva, Bolsonaro precisará cumprir o requisito subjetivo, ou seja, demonstrar boa conduta carcerária.
Ele também pode reduzir a pena por meio de remição: um dia a menos para cada três dias de trabalho ou para cada 12 horas de estudo, explica a advogada criminalista Amanda Santos.
Sobre a possibilidade de prisão domiciliar, especialistas afirmam que dependerá de decisão do ministro responsável pela execução penal — Alexandre de Moraes —, com base em laudos médicos, relatórios oficiais e na avaliação das condições de atendimento no sistema prisional.
A medida só seria autorizada se comprovada a incompatibilidade entre o quadro clínico e o regime fechado, e se o presídio não oferecer estrutura suficiente.
A defesa de Bolsonaro decidiu não apresentar o segundo recurso contra a condenação dentro do prazo, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar o início do cumprimento da pena.
Segundo a denúncia, o ex-presidente liderou uma organização criminosa voltada ao golpe de Estado, articulou ataques às urnas e incitou intervenção militar. Também teria utilizado estruturas do Estado, como PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Abin (Agência Brasileira de Inteligência), para interferir no processo eleitoral e disseminar informações falsas.
Aliados teriam financiado acampamentos golpistas e buscado apoio das Forças Armadas para manter o então presidente no poder. As investigações apontam ainda a elaboração de uma minuta golpista e do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa assassinatos de autoridades.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto após descumprir medidas cautelares. No sábado (22), ao tentar abrir a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, Moraes decretou sua prisão preventiva.
Descrição Jornalista
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