Corrupção 15/09/2026 10:04
Brasileiro vê corrupção como maior problema do país, diz diretor da Quaest

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) revela que 56% dos brasileiros afirmam não confiar no STF (Supremo Tribunal Federal), ante 46% registrados no levantamento anterior, realizado em agosto.
O resultado representa a pior marca já registrada na série histórica da pesquisadora sobre o tema. O diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, comenta o tema ao Hora H.
Corrupção volta ao topo das preocupações
Outro dado relevante apontado por Russo é que a corrupção voltou a ser vista pelo brasileiro como o principal problema do país.
“O brasileiro está começando a olhar para a corrupção como o principal problema do país. Isso é uma mudança muito relevante”, disse ele, lembrando que a violência havia ocupado essa posição por vários meses, com a economia também aparecendo entre as principais preocupações em determinados períodos.
Apesar do cenário de desconfiança, Russo avalia que os números eleitorais ainda não sofreram grandes alterações. Segundo ele, dois fatores explicam essa estabilidade. O primeiro é a forte polarização: eleitores de esquerda seguem votando no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto os de direita mantêm sua preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O eleitor do meio começa a ser impactado, mas ainda de forma pouco expressiva. O segundo fator é a dificuldade do eleitor médio de atribuir responsabilidade a apenas um lado. “A gente pergunta para os brasileiros quem é o mais culpado nessa história toda, e 40% dizem que todos, não tem um só”, explicou Russo.
O principal efeito eleitoral identificado até o momento, segundo ele, é o de animar a direita, especialmente pela associação de Alexandre de Moraes a Lula.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores de todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
resultado representa a pior marca já registrada na série histórica da pesquisadora sobre o tema. O diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, comenta o tema ao Hora H.
Segundo Guilherme Russo, a variação de mais de 10 pontos percentuais em apenas um mês evidencia o forte impacto dos acontecimentos recentes sobre a percepção da população em relação à corte.
“Essa mudança de mais de 10 pontos mostra como o caso que está acontecendo agora tem esse efeito muito forte na confiança”, afirmou Russo.
Somando os que “não confiam” (56%) aos que “confiam pouco” (30%), o levantamento aponta que 86% dos entrevistados têm baixa ou nenhuma confiança no STF. Apenas 9% disseram confiar muito na corte, enquanto 5% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados quem age de forma correta entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes: 37% indicaram André Mendonça, enquanto apenas 16% apontaram Alexandre de Moraes. Outros 20% disseram que nenhum dos dois age corretamente, e 25% não souberam responder.
Corrupção volta ao topo das preocupações
Outro dado relevante apontado por Russo é que a corrupção voltou a ser vista pelo brasileiro como o principal problema do país.
“O brasileiro está começando a olhar para a corrupção como o principal problema do país. Isso é uma mudança muito relevante”, disse ele, lembrando que a violência havia ocupado essa posição por vários meses, com a economia também aparecendo entre as principais preocupações em determinados períodos.
Apesar do cenário de desconfiança, Russo avalia que os números eleitorais ainda não sofreram grandes alterações. Segundo ele, dois fatores explicam essa estabilidade. O primeiro é a forte polarização: eleitores de esquerda seguem votando no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto os de direita mantêm sua preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O eleitor do meio começa a ser impactado, mas ainda de forma pouco expressiva. O segundo fator é a dificuldade do eleitor médio de atribuir responsabilidade a apenas um lado. “A gente pergunta para os brasileiros quem é o mais culpado nessa história toda, e 40% dizem que todos, não tem um só”, explicou Russo.
O principal efeito eleitoral identificado até o momento, segundo ele, é o de animar a direita, especialmente pela associação de Alexandre de Moraes a Lula.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores de todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Deu em CNN

Descrição Jornalista
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