Pix já responde por quase 25% dos pagamentos de bares e restaurantes do Nordeste - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Consumidor 09/08/2026 15:02

Pix já responde por quase 25% dos pagamentos de bares e restaurantes do Nordeste

Pix já responde por quase 25% dos pagamentos de bares e restaurantes do Nordeste

Região é a 2ª do Brasil no uso do pagamento instantâneo, que já responde por quase 1 em cada 4 vendas presenciais

Material de referência geográfica

Se você tem ido a bares e restaurantes no Nordeste, já deve ter notado: muita gente está pagando a conta com o Pix. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Pix já responde por 24,2% das vendas presenciais na região.

Isso significa que, em cada 100 reais gastos em bares e restaurantes nordestinos, quase R$ 25 saem direto do celular, via transferência instantânea. E o mais interessante: o Nordeste é a segunda região que mais usa o Pix nesse tipo de estabelecimento, ficando atrás apenas do Norte (com 29,8%).

Assim, vamos entender melhor como essa revolução silenciosa está mudando a forma como os brasileiros pagam suas refeições e bebidas.

Pix: do lançamento ao sucesso em poucos anos

Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix foi criado para ser rápido, prático e gratuito para pessoas físicas. Em suma, em poucos anos, ele se tornou um dos meios de pagamento mais usados no país.

No setor de bares e restaurantes, o crescimento é impressionante. Em 2024, o Pix respondia por 16,5% das vendas presenciais. Em 2025, esse número já saltou para 20,5% em todo o Brasil. E no Nordeste, o índice é ainda maior: 24,2%!

Como estão os outros meios de pagamento?

Mesmo com o crescimento do Pix, o  cartão de crédito ainda é o rei nas mesas dos  bares e  restaurantes. Ele responde por 41,5% das vendas presenciais em todo o país. O cartão de débito vem em seguida, com 25,1%.

Pagamentos móveis e carteiras digitais

O dinheiro em espécie, que antes era o principal meio de pagamento, continua perdendo espaço. Hoje, representa apenas 8,3% das transações. E o cheque, que já foi muito usado, praticamente sumiu: responde por menos de 1% das vendas.

Resumo dos meios de pagamento

Veja na tabela abaixo como ficou a pesquisa da Abrasel:

Meio de pagamentoParticipação nas vendas (2025)
Cartão de crédito41,5%
Cartão de débito25,1%
Pix20,5%
Dinheiro em espécie8,3%
Voucher/refeição4,6%
ChequeMenos de 1%

O Pix no Nordeste

Você pode estar se perguntando: por que o Nordeste usa tanto o Pix? A pesquisa da Abrasel aponta alguns motivos:

  • Praticidade: o cliente quer pagar rápido e voltar a curtir o momento.
  • Segurança: ninguém quer andar com muito dinheiro em espécie.
  • Redução de custos: para o dono do estabelecimento, o Pix costuma ter taxas menores que as maquininhas de cartão.
  • Popularização dos celulares: cada vez mais pessoas têm smartphone e acesso à internet.

Além disso, o Nordeste tem muitos pequenos estabelecimentos, e a pesquisa mostrou que o Pix é ainda mais usado entre os menores negócios.

Material de referência geográfica

Pix é mais forte nos pequenos negócios

Ao mesmo tempo, a pesquisa revelou um dado curioso: quanto menor o faturamento do estabelecimento, maior é o uso do Pix.

  • Em bares e restaurantes que faturam até R$ 130 mil por ano, o Pix responde por 30,4% das vendas.
  • Nos que faturam entre R130mileR130mileR 360 mil, a participação é de 22,6%.
  • Já nas grandes empresas, com faturamento acima de R$ 1 milhão, o uso do Pix cai para entre 14,9% e 17,5%.

Em resumo, isso mostra que o Pix é uma ferramenta democrática, que ajuda os pequenos negócios a competir com os grandes.

Tipo de estabelecimento também faz diferença

Portanto, o levantamento também mostrou que o Pix é mais usado em alguns tipos de estabelecimento:

Pagamentos móveis e carteiras digitais
  • Fast food e alimentação rápida: 24,6%
  • Restaurantes especializados: 21%
  • Bares e casas noturnas: 19,9%
  • Restaurantes com refeições completas: 17%

Afinal, a lógica é simples: onde o atendimento precisa ser rápido, o Pix se destaca. Antes de mais nada, a praticidade é o carro-chefe dessa modalidade.

O Pix colocou o pagamento em dinheiro vivo em segundo plano.

O que dizem os especialistas?

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, destacou a importância do Pix para o setor:

Pagamentos móveis e carteiras digitais

“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes.”

Ao mesmo tempo, ele também afirmou que o Pix vai além do pagamento: ele abre portas para programas de fidelidade, pedidos digitais e novas experiências para o consumidor.

O futuro do pagamento já chegou

O Pix não é mais uma novidade — é uma realidade consolidada. E os números mostram que ele veio para ficar. Ao mesmo tempo, a digitalização do consumo no Brasil avança a passos largos, e o Nordeste está na linha de frente dessa transformação.

Ricardo Rosado de Holanda
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