Em nota oficial, a Polícia Federal (PF) negou que tenha coletado qualquer depoimento ou ter recebido anexos do ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro referente a um suposto financiamento milionário de um documentário em homenagem ao presidente Lula.
Além disso, o órgão informou que vai instaurar uma investigação para a tomada de providências.
“As propostas de colaboração premiada que foram apresentadas à PF pela defesa do investigado não foram acolhidas em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa”, declarou o órgão.
Em áudio obtido pela revista Veja, o banqueiro contou que o pagamento seria parte das negociações feitas com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, para conseguir acesso aos cofres de fundos de pensão de servidores federais controlados pelo partido.
Segundo Vorcaro, a aproximação do Master com Vaccari Neto ocorreu por intermédio do então CEO do Master, Augusto Lima, e do ex-líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner.
A PGR, em nota oficial, informou que rejeitou as propostas de delação premiada apresentadas pela defesa Vorcaro, mas negou ter mantido interlocução direta com o investigado.
Em nota, o órgão disse que todas as propostas formalizadas foram recebidas nos termos elaborados pelos advogados e que os motivos da rejeição foram comunicados à defesa. Segundo a PGR, Vorcaro não prestou depoimento oral no âmbito das tratativas.
“A Polícia Federal informa que recebeu, nesta sexta-feira (9/10), notícia-crime com pedido de providências urgentes para apuração de fatos relacionados à publicação mencionada. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária”, declarou o órgão.
“Peça eleitoral irresponsável”
O PT também reagiu à reportagem da revista. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o partido classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável” e afirmou que a reportagem apresenta acusações graves sem provas.

