Governo Federal 15/09/2020 10:02
Para bancar o Renda Brasil, governo estuda suspender reajuste dos aposentados
A equipe econômica quer propor o congelamento dos benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, nos próximos dois anos.

A equipe econômica quer propor o congelamento dos benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, nos próximos dois anos.
A medida seria uma forma de bancar o programa Renda Brasil, que deve substituir o Bolsa Família.
Porém, ainda precisa do aval do presidente Jair Bolsonaro.
No mês passado, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu o fim do abono salarial para gerar recursos ao novo programa, Bolsonaro disse que não iria tirar dos pobres para dar aos paupérrimos.
O congelamento poderia liberar R$ 58,5 bilhões do Orçamento, segundo os cálculos da equipe econômica, mais ou menos o valor necessário para bancar um benefício mensal de R$ 300 para os beneficiários do Renda Brasil, como deseja Bolsonaro.
E ainda atacaria a principal fonte de despesa do governo federal: a Previdência Social, que, apesar da reforma, deve consumir R$ 704,4 bilhões em 2021, quase a metade das despesas previstas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa).
Porém, também atingiria um público sensível para os planos de reeleição de Bolsonaro: os aposentados, os pensionistas e os que vivem de benefícios como o auxílio-doença.
Segundo os dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aproximadamente 35 milhões de brasileiros recebem algum benefício previdenciário e cerca de 23 milhões ganham o equivalente ao salário mínimo. Ou seja, um benefício que hoje é de R$ 1.045 e continuaria nesse valor até o fim de 2022, pois passaria dois anos sem receber nem a correção anual da inflação, que é garantida ao mínimo.
Analistas e políticos questionam a viabilidade da medida. “Se Bolsonaro não permitiu refocalizar o abono, vai permitir desindexar a aposentadoria?”, questionou um técnico do próprio governo. A proposta da equipe econômica também provoca polêmica no Congresso Nacional.
O assunto entraria nos debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo. Relator da PEC e também do Orçamento de 2021, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) já disse que é a favor da desindexação do salário mínimo, porém, avisou que só vai incluir essa proposta no seu parecer se tiver o aval de Bolsonaro.
Ele deve se reunir com a equipe econômica amanhã para tratar do assunto.
Deu no Correio Braziliense

Descrição Jornalista
Pix, etanol e pirataria: O que motiva novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
02/06/2026 07:35 162 visualizações
Governo do RN lança ‘Selo Azul Ambiental’ e inaugura auditório no Parque Estadual Mata da Pipa
03/06/2026 05:00 132 visualizações
Você não está vivendo, só sobrevivendo? 6 sinais de que você só está ‘aguentando’ os dias
03/06/2026 09:13 128 visualizações
Alcione se pronuncia sobre falha em execução do Hino Nacional: ‘Estão acabando comigo’
04/06/2026 09:08 127 visualizações
Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km
03/06/2026 08:38 125 visualizações
TSE divulga divisão do fundo eleitoral, e PL e PT receberão maiores fatias. Veja lista completa
04/06/2026 08:21 122 visualizações
02/06/2026 08:09 111 visualizações
Botafogo prioriza reforços para quatro posições na janela do meio do ano
03/06/2026 06:08 110 visualizações
Em votação relâmpago, Senado aprova decreto que dificulta aborto legal em crianças
03/06/2026 06:41 107 visualizações