Natureza 01/05/2025 19:49
Os 5 lagos mais assustadores do mundo – um deles pode até mumificar pessoas

O que há por baixo das profundezas escuras de um lago? “Esses ambientes guardam coisas que os rios e outros corpos d’água não possuem”, explica Geo Rutherford, uma educadora norte-americana que ficou famosa por seus conteúdos em redes sociais justamente sobre… Lagos.
“Eles são como esses receptáculos de história, por isso descobrimos que temos naufrágios e até corpos que são preservados por muito tempo dentro deles”, diz Rutherford.
Ela também é uma limnologista (pessoa que estuda extensões de água doce como lagos e pântanos, por exemplo) e criadora de uma série de conteúdos em TikTok chamado “Spooky Lake Month” (algo como “Mês do Lago Assustador“), que já acumulou mais de 70 milhões de curtidas em sua conta, rendendo 1,7 milhão de seguidores na plataforma. Ela também possui um livro que aborda o mesmo tema.
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Em vez de perseguir fantasmas e monstros lacustres, Rutherford explora lagos que são assombrados por produtos químicos tóxicos, esquisitices geológicas ou cadáveres bem preservados. “É sobre o mundo natural ser assustador por si só”, diz ela.
Por isso mesmo, National Geographic pediu a Rutherford que compartilhasse seus cinco lagos assustadores favoritos.
Este é o favorito de Geo Rutherford, que considera o Lago Baikal o mais estranho do planeta.
“É o lago mais antigo do mundo e o lago de água doce mais profundo do mundo”, diz a expert. “Estou falando de um ecossistema aquático que tem mais de um quilômetro de profundidade em seu ponto mais baixo. Ele é muito, muito mais profundo do que qualquer outro lago”.
Como os lagos tendem a se tornar mais rasos com o tempo, Rutherford considera impressionante o fato do Lago Baikal se manter com uma profundidade tão grande por tanto tempo.
Há mais de 300 rios que deságuam no Lago Baikal e, ainda assim, ele não foi submerso sob os sedimentos de sua própria criação. Isso se deve ao fato de estar localizado em um vale de fenda que está se separando, e todos os sedimentos são sifonados para dentro da própria Terra. “O fundo real do vale que contém esse lago é potencialmente um dos mais profundos do mundo”.
Este lago fica abaixo de três quilômetros de gelo. “É um lugar fascinante como quase não podemos imaginar”, diz a expert. Sua água doce é proveniente de uma combinação da pressão do gelo e possivelmente de alguns hidratos de gás ou atividade geotérmica no fundo.
Por mais de 20 anos, cientistas russos tentaram fazer um furo de sondagem até esse lago. “Mas eles mal conseguiam alcançá-lo adequadamente porque, quando perfuravam o gelo até o lago, a água fluía de volta para o furo e congelava. Considero isso algo muito estranho”, fala Rutherford.
Rutherford explica que a composição química do lago é “realmente fascinante”: ele mumifica as criaturas que caem nele, basicamente secando-as da mesma forma que os antigos egípcios secavam os cadáveres.
Os antigos egípcios usavam natrão [para mumificação] – e esse lago é essencialmente uma piscina de sal de natrão. “Ele é básico, ou seja, é o oposto de ácido”, diz ela. Por causa do vulcão ao lado do Natron, há um tipo muito especial de lava que entra no lago e contribui para essa química estranha.
Mas este lago não está sem vida. Milhões de flamingos menores vão para este aglomerado de água para se reproduzir e comer algas.
Esse é um dos pontos mais poluídos da Terra. Foi causado por uma usina de processamento de urânio que tinha o mau hábito de despejar todo o material radioativo nesse lago.
“A história da usina e da área é intrigante porque tudo por ali se tornou extremamente radioativo”, diz Rutherford. “Era considerado um dos lugares mais radioativos do mundo. Mas o lago foi secando lentamente e todos os sedimentos começaram a explodir e a contaminar os vilarejos e a população local”, conta.
No entanto, este lago não existe mais porque precisou ser preenchido com blocos de concreto e fechá-lo porque era muito perigoso.
Este acumulado de água é diferente dos outros Grandes Lagos norte-americanos por causa de suas tempestades no final da temporada de outono.
“Em novembro, vemos esses vendavais e tempestades de neve alucinantes que fazem com que os navios desapareçam sob a superfície. O mais famoso deles foi o Edmund Fitzgerald, o mais icônico dos naufrágios do Grande Lago”, conta a especialista.
“Embora esteja a cerca de 152 metros abaixo da superfície, não é permitido visitá-lo porque pode ser considerado um cemitério para os que morreram lá”, afirma.
Deu em National Geographic

Descrição Jornalista
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