Golpes 11/09/2026 19:59
Novo golpe do Pix troca o QR Code e pode mandar seu dinheiro direto para criminosos

Um golpe digital capaz de interferir diretamente no pagamento por Pix acendeu um novo alerta no comércio eletrônico brasileiro.
A ameaça não precisa infectar o celular do consumidor: o código malicioso é inserido em lojas virtuais comprometidas e altera, silenciosamente, os dados exibidos no checkout. Segundo análises divulgadas pela Kaspersky, pelo menos 90 e-commerces brasileiros foram identificados com o problema.
A fraude entra em ação quando o cliente escolhe o Pix para pagar uma compra. O malware substitui o QR Code legítimo por outro vinculado a contas controladas pelos criminosos. A alteração também pode atingir o recurso Pix Copia e Cola, ampliando o alcance do ataque.
Para o consumidor, a página pode continuar parecendo normal. O domínio pode ser verdadeiro, os produtos existem e o carrinho funciona. O desvio acontece apenas na etapa do pagamento, o que torna a fraude especialmente difícil de perceber.
As lojas identificadas na investigação utilizavam a plataforma Magento, mas isso não significa que todos os sites que usam o sistema estejam comprometidos. A presença do malware indica que páginas específicas foram invadidas ou tiveram componentes alterados.
A ameaça não se limita ao Pix. Pesquisadores apontam que o mesmo código malicioso pode capturar dados de cartão de crédito digitados no checkout. Nesse cenário, o pagamento pode até ser concluído normalmente, enquanto informações sensíveis são copiadas sem conhecimento do cliente.
Por isso, especialistas recomendam o uso de cartões virtuais, preferencialmente temporários, para compras pela internet.
Antes de confirmar qualquer transferência, o consumidor deve observar os dados mostrados pelo aplicativo bancário. Nome ou razão social, CPF ou CNPJ e valor da operação precisam corresponder ao estabelecimento onde a compra está sendo realizada.
Se o destinatário for desconhecido ou diferente do esperado, o pagamento não deve ser confirmado, mesmo que o site pareça legítimo.

Novo golpe usa QR Code adulterado para roubar pagamentos por Pix (Foto: Shutterstock)
Quem identificar uma fraude deve comunicar o banco imediatamente e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). O Banco Central informa que o pedido pode ser feito em até 80 dias após a transação, mas agir rapidamente aumenta as chances de recuperar o dinheiro.
Com o MED 2.0, o rastreamento pode alcançar contas que receberam valores após a primeira transferência fraudulenta, permitindo bloqueios ao longo do caminho. Ainda assim, a devolução não é garantida, pois depende da análise e da existência de recursos nas contas envolvidas.
Também é recomendável registrar boletim de ocorrência e guardar comprovantes, capturas de tela e dados da compra. Em fraudes digitais, alguns segundos de conferência antes de pagar podem evitar um prejuízo difícil de recuperar.
Deu em Capitalist/Renato Soares

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