Após o primeiro turno das eleições, o presidente do tribunal, o ministro Alexandre de Moraes, determinou ao Ministério da Defesa que apresentasse um eventual relatório de apuração paralela da votação feita pelos militares.
Eleições 10/11/2022 09:50
Militares afirmam que TSE dificultou acesso a informações e dizem que sistema não é isento a fraude
TSE nega existência de fraude nas eleições, mas militares afirmam que o sistema não está imune à influência de um 'código malicioso'

O Ministério da Defesa apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quarta-feira (9) o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação realizado pela equipe de técnicos militares das Forças Armadas.
Segundo o documento, o tribunal dificultou a análise dos códigos-fonte das urnas eletrônicas. Além disso, os militares apontaram falhas nos mecanismos de fiscalização do sistema no momento da votação.
O TSE nega a existência de fraude (leia mais abaixo).
“Do trabalho realizado, destaco dois pontos. Primeiro, foi observado que a ocorrência de acesso à rede, durante a compilação do código-fonte e consequente geração dos programas (códigos binários), pode configurar relevante risco à segurança do processo. Segundo, dos testes de funcionalidade, realizados por meio do Teste de Integridade e do Projeto Piloto com Biometria, não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento”, afirmou o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.
Sobre os códigos-fonte, os militares ressaltaram que “foram autorizadas somente análises estáticas, ou seja, foi impossibilitada a execução dos códigos-fonte, fato que teve por consequência a não compreensão da sequência de execução de cada parte do sistema, bem como do funcionamento do sistema”.
Ainda de acordo com o relatório, “não foi autorizado o acesso ao sistema de controle de versões do SEV [sistema eletrônico de votação], o que inviabilizou a comparação da versão compilada com a versão fiscalizada”. “Não há certeza de que o código presente nas urnas é exatamente o que foi verificado”, disseram as Forças Armadas.
Os militares frisaram também que “não foi concedido acesso às bibliotecas de software desenvolvidas por terceiros e referenciadas no código-fonte, limitando o entendimento do sistema inspecionado”. “As restrições à fiscalização no ambiente de análise dificultaram a inspeção de um sistema complexo, que possui mais de 17 milhões de linhas de código-fonte.”
Nogueira solicitou à corte eleitoral que atendesse a dois pedidos dos militares: realizar uma investigação técnica para o melhor conhecimento do ocorrido na compilação do código-fonte e de seus possíveis efeitos e promover a análise minuciosa dos códigos binários que efetivamente foram executados nas urnas eletrônicas.
Por outro lado, os militares afirmaram que, “quanto à fiscalização da totalização, foi constatada, por amostragem, a conformidade entre os boletins de urna impressos e os dados disponibilizados pelo TSE”.
O presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, divulgou um comunicado logo após o recebimento do relatório. Segundo ele, o documento do Ministério da Defesa, assim como o de outras entidades fiscalizadoras, “não apontou a existência de nenhuma fraude nem inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022”.
“As sugestões encaminhadas para o aperfeiçoamento do sistema serão oportunamente analisadas. O TSE reafirma que as urnas eletrônicas são motivo de orgulho nacional, e as eleições de 2022 comprovam a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração e totalização dos votos”, ressaltou Moraes.
Para as eleições deste ano, o TSE convidou as Forças Armadas a compor a CTE (Comissão de Transparência das Eleições), um colegiado externo formado com o objetivo de coletar sugestões para aprimorar o processo eleitoral. Além dos militares, participaram membros da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de órgãos públicos e da sociedade civil.
Desde que passou a atuar na CTE, a Defesa fez vários questionamentos ao TSE e levantou dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas, apesar de os equipamentos passarem por diversas etapas de preparação e fiscalização, tanto interna quanto externa. Como mostrou o R7, as indagações feitas pelos militares foram as primeiras em 26 anos de urna no Brasil.
À época, contudo, a pasta disse que não cabe às entidades fiscalizadoras a realização de auditoria e respondeu que a equipe técnica das Forças Armadas atuou “estritamente dentro da legalidade”. Segundo a Defesa, os militares não fizeram auditoria das urnas e limitaram-se à fiscalização do sistema eletrônico de votação.
Deu em R7

Descrição Jornalista
Datafolha – 2º turno: Lula, 47%; Flávio Bolsonaro, 43%
22/08/2026 08:29
O cenário eleitoral para a Presidência, segundo o Datafolha
22/08/2026 08:18
02/08/2026 09:40 271 visualizações
Faz parte da classe média? Veja suas chances de chegar ao grupo dos mais ricos em cada estado
01/08/2026 12:49 241 visualizações
A psicologia explica por que algumas pessoas simplesmente não conseguem pedir desculpas
02/08/2026 06:18 238 visualizações
01/08/2026 20:00 236 visualizações
02/08/2026 04:33 228 visualizações
“O povo despreza o político”, diz membro da Academia Brasileira de Letras
01/08/2026 11:11 222 visualizações
Lula chama Flávio e Eduardo Bolsonaro de “filhos do Satanás”
01/08/2026 14:21 221 visualizações
Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo é construída no Ceará
01/08/2026 14:56 210 visualizações
Cientista mostra que rejuvenesceu 15 anos após tirar 3 alimentos do cardápio: veja quais
03/08/2026 11:33 209 visualizações
Botafogo se reapresenta com novidades
01/08/2026 10:42 189 visualizações