Corrupção 09/09/2026 14:59
Lula cobra quebra de sigilo total no caso Master: “Doa a quem doer”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, nesta quarta-feira (9/9), “explicações e medidas imediatas” sobre a “crise que tomou conta do Poder Judiciário”.
Em suas redes sociais, o mandatário também defendeu a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”.
Ele prosseguiu: “É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”.
Nesta quarta, em acirramento da crise, o ministro Flávio Dino derrubou a medida de Mendonça e determinou a reintegração imediata de Andrei à chefia da PF. Dino salientou que a controvérsia deve ser analisada pelo plenário da Corte. A decisão será do presidente do STF, Edson Fachin.
A batalha jurídica começou a partir da divulgação de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, na semana passada. Desde então, dois ministros da Corte, André Mendonça e Alexandre de Moraes, pedem investigações um contra o outro por suas condutas.
Mndonça retirou o sigilo de autos do caso Master. Os documentos que vieram a público indicam que Moraes mantinha conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, considerou haver “fortes indícios” de abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça na condução de processos das operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal, e encaminhou o caso ao presidente da Corte, Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News.
Nessa terça), Mendonça considerou que relatórios da PF utilizados por Moraes na decisão eram de “superlativa gravidade e ilicitude” e determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Segundo a decisão de Mendonça, o diretor-geral da PF encaminhou a Moraes ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos, de forma sigilosa, entre 3 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André estava sendo monitorado ilicitamente por parte da inteligência policial há mais de 30 dias.
Nesta quarta, Flávio Dino julgou um recurso de Andrei e determinou a reintegração dele e de Leandro Almada aos respectivos cargos na Polícia Federal.

Descrição Jornalista
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