Energia. 21/02/2023 07:32
China trabalha em usina eólica com maior capacidade energética do planeta
Segundo a companhia com sede em Chongqing, a solução de vento offshore consiste em uma mega instalação com uma turbina superior de três pás com quase 260 metros de diâmetro.

Com planos ambiciosos para os próximos anos, a estatal China State Shipbuilding Corporation (CSSC) anunciou a construção da maior e mais poderosa usina eólica da história.
Desenvolvido em parceria com a Haizhuang Wind Power, o parque terá a capacidade de alcançar 18 MW por milhares de turbinas potentes, operando entre 75 e 185 quilômetros da costa local e em um campo de aproximadamente 10 quilômetros de extensão.
Segundo a companhia com sede em Chongqing, a solução de vento offshore consiste em uma mega instalação com uma turbina superior de três pás com quase 260 metros de diâmetro.
Seus principais componentes são 99% produzidos nacionalmente e permitiriam uma geração de surpreendentes 44,8 quilowatts-hora de eletricidade sob velocidade eólica total a cada giro.
Com isso, estima-se que o empreendimento conseguiria abastecer até 13 milhões de residências — aproximadamente todo o território da Noruega, por exemplo.

Engenheiros responsáveis pelo projeto apontam que as estruturas abrangerão uma área equivalente a sete campos de futebol, com a intenção de “estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento da indústria eólica offshore [em alto mar]”.
Devido ao local onde as turbinas ficarão instaladas, acredita-se que a operação funcionará entre 43% e 49% do tempo.
No momento, a primeira unidade está com construção bem adiantada e o parque está planejado para ser concluído após o ano de 2025.
A estratégia do governo chinês visa seguir os planos de sustentabilidade agendados para as próximas décadas.
Atualmente, o país corresponde a mais da metade da capacidade eólica onshore e offshore de todo o planeta — mais de 830 GW produzidos — e também possui a maior quantidade de instalações no setor. Com isso, estima-se que um terço de sua eletricidade seja derivada de fontes renováveis até 2025.
O custo para alcançar tais metas não será baixo, apesar de os valores não terem sido divulgados. Porém, de acordo com as análises logísticas e de produção, o investimento parece valer o esforço e mira projetos ambiciosos a longo prazo.
Até o ano de 2060, o país deseja atingir o zero líquido em relação à geração de eletricidade, e vê na usina eólica um caminho viável para concluir essa etapa.
Segundo comunicado, o parque reduziria o custo nominal, se comparado ao de seus correspondentes, em “centenas de milhões de yuans”, segundo a taxa de câmbio atual — cerca de R$ 75 milhões, em conversão direta.
Com isso, o consumo de carvão será reduzido em 25 mil toneladas por ano, enquanto a emissão de dióxido de carbono sofrerá uma queda de 61 mil toneladas por ano. Esse projeto, então, seria visualizado como “um novo marco” na indústria global eólica.
Deu em Mega Curioso

Descrição Jornalista
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