Nas Eleições 2026 deste domingo (4), o Brasil elegeu um número recorde de mulheres deputadas federais e também bateu recorde na eleição feminina para o Senado.
Foram 109 mulheres escolhidas para a Câmara dos Deputados e 12 para o Senado. Ainda falta muito para a equidade com os homens na política, mas já foi um avanço.
Na Câmara, o salto foi de 91 deputadas eleitas em 2022 para 109 agora. São 18 mulheres a mais, um crescimento de quase 20% em quatro anos. Elas ocuparão pouco mais de 21% das 513 cadeiras da Casa.
No Senado, 12 mulheres foram eleitas para as 54 vagas em disputa neste ano. É o maior número de senadoras escolhidas em uma única eleição desde a redemocratização.
Em números absolutos, entre essas três categorias – Câmara, Senado e governos estaduais – a maior votação feminina foi de Raquel Lyra, (PSD-PE) reeleita governadora de Pernambuco com 2,805 milhões, seguida por Marília Arraes, eleita senadora pelo (PDT-PE) com 2,325 milhões, e depois Erika Hilton, do (PSOL-SP) reeleita deputada federal com 1,596 milhão de votos.
Recorde na Câmara
O resultado das eleições de 2026 amplia uma trajetória de crescimento da presença feminina na Câmara dos Deputados. Em 2022, 91 mulheres haviam sido eleitas deputadas federais. Quatro anos depois, o número chegou a 109.
Apesar do recorde, as mulheres ainda estão longe de ocupar metade das cadeiras da Câmara. Elas representam mais da metade da população brasileira e do eleitorado, mas ficarão com pouco mais de um quinto das vagas da Casa.
Ainda assim, o resultado deste domingo representa mais um avanço na participação feminina no Congresso Nacional.
Senado também bate recorde
No Senado, a comparação precisa ser feita com dados de 2018. Isso porque, a cada quatro anos, a eleição alterna a renovação de um terço e dois terços das 81 cadeiras da Casa. Tanto em 2018 quanto agora, em 2026, estavam em disputa 54 vagas.
Em 2018, sete mulheres foram eleitas senadoras. Agora foram 12. O aumento foi de cinco mulheres, ou pouco mais de 71% em relação à eleição equivalente anterior. Com o resultado, a bancada feminina deverá passar das atuais 15 para 18 senadoras a partir de 2027, o equivalente a 22,2% das 81 cadeiras.
As senadoras eleitas, segundo a Agência Senado:
- Mara Rocha (Republicanos) — Acre
- Marina JHC (PSDB) — Alagoas
- Rayssa Furlan (Podemos) — Amapá
- Luizianne Lins (Rede) — Ceará
- Michelle Bolsonaro (PL) — Distrito Federal
- Bia Kicis (PL) — Distrito Federal
- Gracinha Caiado (União Brasil) — Goiás
- Marília Campos (PT) — Minas Gerais
- Marília Arraes (PDT) — Pernambuco
- Samanda de Lula (PT) — Rio Grande do Norte
- Teresa Surita (MDB) — Roraima
- Carol de Toni (PL) — Santa Catarina. Senado Federal
Recordes nos estados
Minas Gerais bateu recorde de mulheres na Assembleia: elegeu 20 deputadas estaduais, cinco a mais que em 2022.
Santa Catarina também terá recorde feminino na Assembleia: foram eleitas cinco mulheres, o maior número da história da Alesc.
Amapá elegeu a primeira senadora de sua história: com a vitória de Rayssa Furlan, o estado deixa a lista das unidades da Federação que nunca haviam elegido uma mulher ao Senado. Agora somente o Piauí nunca elegeu uma senadora.
Governadoras ainda dependem do segundo turno
A participação feminina nos governos estaduais ainda não pode ser fechada porque quatro candidatas vão disputar o segundo turno.
Raquel Lyra foi eleita governadora de Pernambuco já no primeiro turno. Outras quatro mulheres seguem na disputa pelos governos do Acre, Amazonas, Distrito Federal e Tocantins. O segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.
Por isso, o número definitivo de mulheres eleitas governadoras em 2026 ainda pode aumentar.
Mais mulheres na política
Os números da Câmara e do Senado mostram que as mulheres ampliaram a presença entre os representantes escolhidos pelos brasileiros para o Congresso. Somadas apenas as vagas disputadas para Câmara e Senado, 121 mulheres foram eleitas neste domingo.
O resultado também estabelece dois marcos: nunca tantas mulheres haviam sido eleitas deputadas federais no Brasil e nunca tantas senadoras haviam sido escolhidas em uma única eleição desde a redemocratização.
O avanço é importante, mas a distância para uma representação equilibrada ainda é grande. A partir de 2027, pouco mais de uma em cada cinco cadeiras da Câmara e do Senado será ocupada por uma mulher.



