O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já impediu a posse de um diretor-geral da Polícia Federal. Em abril de 2020, Moraes suspendeu a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, escolhido pelo então presidente Jair Bolsonaro para comandar a corporação. A posse estava marcada para o mesmo dia da decisão.
Moraes suspendeu a nomeação na manhã de 29 de abril de 2020, antes da cerimônia, marcada para as 15h daquele dia. Depois da decisão, Bolsonaro tornou a nomeação sem efeito.
O caso chegou ao Supremo após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando o ex-ministro acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF.
Nesta terça-feira (8/9), foi a vez de André Mendonça interferir diretamente no comando da Polícia Federal. O ministro determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
Mendonça afirmou ter sido alvo, ao lado do advogado-geral da União, Jorge Messias, de monitoramento ilegal pela inteligência da corporação, durante mais de 30 dias, e determinou que a Corregedoria da PF investigue a produção dos relatórios.
A decisão também suspendeu a elaboração ou o compartilhamento de documentos de inteligência destinados a analisar a atuação do Judiciário, da advocacia pública e da própria polícia judiciária.
Deu em Metrópoles

